Com 65% da lavouras em boas condições, plantas dependem da chuva para desenvolver

A semana começa com instabilidade na região de Toledo. Uma boa notícia para os produtores de soja e milho que aguardam ansiosos pela chuva para o bom desenvolvimento das lavouras. Segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab), o plantio das duas culturas está praticamente encerrado na Regional de Toledo.

Na safra 2019/2020, área do milho foi de 4.482 hectares e a produção de 39.068 toneladas. Para a safra 2020/2021, o técnico do Deral Paulo Oliva cita que a área do grão reduziu para 2.895 hectares e a projeção de colheita é de 26.340 toneladas. “Os números apontam que houve uma redução na área do milho que foi incorporada na produção da soja”, comenta.

Em relação a soja, Oliva lembra que a produção da soja da safra de 2019/2020 foi uma das melhores dos últimos anos com 1.858.345 toneladas do grão colhidos em uma área de 483.195 hectares na Regional de Toledo. Para a safra 2020/2021, a Seab registra uma área de 487.420 hectares e a equipe trabalha com uma projeção de 1.852.196 toneladas do grão. “Os resultados desta safra vão depender, principalmente, das condições de chuva daqui para a frente”, acrescenta.

No campo, Oliva explica que 10% das lavouras estão com condições ruins, 25% estão regulares e 65% em boas condições. “Nós estamos com um grande atraso nas lavouras por conta dos fatores climáticos. Faltou chuva e o plantio foi realizado mais tarde. A safra não está dentro do que se esperava. A estiagem no período de plantio prejudicou, mas se a chuva vier com mais frequência vai melhorar as condições”.

ESTIAGEM – O técnico do Deral Paulo Oliva salienta que a região Oeste sofre com uma deficiência hídrica. A última chuva em grande volume registrada foi em abril. Desde então não houve uma quantidade considerável para tranquilizar o homem do campo. “Tivemos poucas chuvas nesse período. Apesar de que toda umidade é bem-vinda, mesmo assim foi muito pouco. Necessitamos de chuva com grande quantidade”, esclarece.

No território da Regional de Toledo, ele pontua a região beira lago com a melhor condição das lavouras por conta da maior quantidade de pancadas de chuva. Por outro lado, algumas áreas de Toledo e de Assis Chateaubriand são as mais críticas por conta da seca. Nessas localidades, produtores que plantaram a soja logo após o fim do vazio sanitário enfrentam problemas com a qualidade das plantas.

EXPECTATIVAS – Nas próximas semanas Oliva enfatiza que o clima será predominante para os produtores conseguirem resultados favoráveis. “Aguardamos as chuvas com mais frequência e de forma generalizada. A demanda hídrica é muito grande”. Para o presidente do Sindicato Rural de Toledo Nelson Paludo, a falta de chuva poderá prejudicar muito os agricultores da região e a produção poderá ficar bem abaixo do esperado interferindo também no milho safrinha. “A soja já foi plantada com atraso, o que deixou a janela de plantio do milho muito apertada. Com isso, o produtor corre o risco de ter milho no inverno com geadas, noites mais cumpridas, o que dá menos luminosidade para a planta. Há ainda outros produtores que poderão trocar a cultura do milho pelo trigo por conta do período apertado para plantar e colher o grão”, conclui.

Da Redação