Com economia aquecida, paranaenses devem presentear mais neste Natal

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A Fecomércio e o Sebrae/PR realizaram uma sondagem sobre a intenção do consumidor presentear familiares ou amigos neste Natal. O resultado da pesquisa foi divulgado na última terça-feira (5). No Paraná, 81,3% dos consumidores pretendem comprar presentes. Esse dado é maior em relação ao ano passado, quando totalizou 78,8%.

A sondagem mostra ainda que uma parcela de 16,3% não comprará presentes, sobretudo por dificuldades financeiras ou por estar desempregado. Contudo, a maioria dos paranaenses, 83,6%, vai presentear até cinco pessoas. Outros 13,4% presentearão de seis a dez pessoas e apenas 3% comprarão presentes para mais de dez pessoas.

De acordo com o coordenador de Desenvolvimento Empresarial da Fecomércio PR Rodrigo Schmidt, o Natal é a melhor data de vendas do comércio e que, com a intenção de presentear em alta e aumento do tíquete médio, as expectativas dos varejistas são positivas.

CONFIANÇA – O economista Jandir Ferrera de Lima explica que parte da confiança está relacionada ao desempenho da economia do Paraná. “A dinâmica do interior do Estado está muito ligada ao agronegócio, que apresentou resultados positivos nos últimos anos”.

Lima salienta que nas capitais e cidades médias, a recuperação gradual de alguns setores, como petróleo e gás, materiais elétricos e de transporte, confecções e a consolidação da agroindústria exportadora melhoraram as condições do mercado de trabalho.

Outro fator destacado pelo economista é a acomodação dos preços. “Depois de uma alta generalizada nos alimentos entre 2020/2022, as melhorias nas safras e a cotação do dólar na média de R$ 5,00 ajudaram a manter a inflação de alimentos estabilizada. O que ajudou no poder de compra e no orçamento das famílias”.

PAGAMENTO – Lima pondera que “isso dá mais confiança aos trabalhadores para comprarem a prazo. Houve também a renegociação de dívidas, que recolocou muitos paranaenses de volta ao crediário”.

No entanto, todo o consumo deve acontecer de maneira consciente. O economista explica que as taxas de juros são muito altas no Brasil. “O ideal é pagar à vista ou no mínimo de parcelas possível para não perder o controle das contas”.

No caso dos brasileiros, as famílias de baixa renda (em geral) costumam parcelar de três a seis vezes. Lima orienta que a melhor escolha é sempre pagar à vista. No caso de parcelar, a parcela ou o total mensal que o consumidor tenha de pagar não poderá passar de 30% da renda, para não comprometer o orçamento familiar.

Conforme a sondagem da Fecomércio, o pagamento à vista será a modalidade preferida para 67,2% dos consumidores do estado, somando as modalidades pix, dinheiro e cartão de débito. As compras parceladas ou no vencimento do cartão de crédito corresponderão a 32,8%. Em comparação ao ano passado, verifica-se aumento de 57,4% nos pagamentos por pix e em dinheiro.

Além disso, a pesquisa mostra que os paranaenses farão pesquisas de preços antes de fazer suas compras de Natal e 76,6% fazem pesquisas prévias. Neste ano, cresceu a parcela que fará análise de preços pessoalmente, com 34,1%, ante 30,6% em 2022. O economista destaca que o consumidor deve ficar atento com os gastos. Segundo ele, na virada do ano, tem IPVA, IPTU, anuidades profissionais e material escolar. “Ou seja, sempre é bom ter margem de crédito e reserva pra fazer frente a essas despesas”.

Da Redação

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