Covid-19: aumento de casos pode provocar escassez de insumos hospitalares

A taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para o tratamento da Covid-19 na região Oeste tem sido motivo de preocupação de gestores e profissionais do setor da Saúde. Ao longo da pandemia, em Toledo, a Associação Beneficente de Saúde do Oeste do Paraná (Hoesp), mantenedora do Hospital Bom Jesus, chegou a ter todos os leitos de UTI da ala Covid-19 ocupados em vários dias.

De acordo com dados divulgados na última quinta-feira (7), a taxa de ocupação da UTI Covid-19 do Hospital Bom Jesus era de 95,83%. Os dados apontam que a instituição estava com 23 dos 24 leitos ocupados. Com uma grande ocupação diária, a Hoesp já enfrentou na metade do ano passado dificuldades com o abastecimento de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) e medicamentos para atender pacientes entubados.

Além da medicação para o tratamento da Covid-19, o estoque precisa de grandes quantidades de sedativo, relaxante muscular e medicação para intubação do paciente. Com o aumento de casos e de pacientes internados, retorna a preocupação com o estoque da instituição.

A superintendente da Hoesp Zulnei Bordin comenta que em determinados momentos chegam a faltar alguns itens no estoque mas que podem ser substituídos por outros insumos e em poucos dias o estoque da instituição recebe novos medicamentos. Já o preço dos produtos é um detalhe que não muda. “A questão de preço nem discutimos mais porque continua alto, muito acima do que era antes da pandemia”.

PROFISSIONAIS – Outro desafio que a pandemia trouxe para os hospitais é a escassez de mão de obra. Zulnei cita que falta profissionais de enfermagem, fisioterapia e até mesmo médicos para atender a grande demanda, não somente em Toledo mas em outras unidades hospitalares.

“As equipes estão realizando muitos plantões, horas extras, cobrindo folgas de outros profissionais para atender a demanda de pacientes que tem na unidade. As equipes já estão bastante cansadas porque não conseguem tirar folga, fazendo hora extra para não sobrecarregar os demais colegas. É uma dificuldade geral de outro serviços, é a mesma queixa”, complementa.

A superintendente lembra que a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) suspendeu as cirurgias eletivas, a fim de reduzir o consumo de sedativos e bloqueadores e também da utilização de leitos gerais de UTI. “Com o aumento de casos da Covid-19 poderá ocorrer novamente a escassez destes insumos”, conclui.

Da Redação

TOLEDO