Covid 19: casos crescem 57% em Toledo

Em reunião realizada na tarde desta terça-feira (17), o Centro de Operações Emergenciais (COE) de Toledo divulgou a manutenção do Alerta Amarelo em relação à Covid-19 em Toledo. Apesar da aparente estabilidade, com uma semana inteira sem o registro de óbitos (algo que não acontecia desde a semana epidemiológica 21, no fim de maio), as autoridades sanitárias estão muito preocupadas com o crescimento na disseminação do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Paraná e, consequentemente, no município.

De acordo com a matriz de risco criada pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Toledo está com sete pontos numa escala que vai de 0 a 40, no limite da classificação “risco baixo” (entre 1 e 9 pontos).

Em relação à semana passada, essa pontuação diminuiu de 9 para 7, o que não pode ser entendido como um sinal de melhora. “A matriz de risco olha para trás, retrata a média dos últimos 7 ou 14 dias. Por uma série de razões, estamos vendo a situação piorar em Toledo, no Paraná e em algumas regiões do Brasil porque muitas pessoas resolveram simplesmente acabar com a pandemia. A Covid-19 é ainda uma realidade e precisa ser encarada a sério!”, alerta o médico integrante da comissão técnica do COE, Fernando Pedrotti.

Um dado que comprova esta afirmação está no aumento de novos casos. Entre 8 e 14 de novembro (semana epidemiológica 46), 137 moradores de Toledo testaram positivo para Sars-Cov-2, um crescimento de 57,47% em relação ao período anterior – 87 novos casos entre 1º e 7 de novembro (semana 45). Este acréscimo (entre 50% e 75%) responde por quatro dos sete pontos obtidos por Toledo na matriz de risco – os outros três diz respeito ao aumento da taxa de positividade no testes (entre 30% e 50%).

Os outros quatro parâmetros que ficaram zerados foram taxa de ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) para adultos por síndrome respiratória aguda grave (SRAG), abaixo de 25%; taxa de ocupação de leitos de enfermaria adulto por SRAG, abaixo de 25%; previsão de esgotamento de leitos de UTI, maior que 57 dias; variação do número de óbitos por SRAG nos últimos 14 dias, redução superior a 20%. “Na reunião da semana passada, percebíamos uma tendência de crescimento da Covid-19 em Toledo, a qual se confirmou nesta semana. Por isso, os cuidados devem ser mantidos por aqueles que seguem as recomendações e retomados por quem andou se descuidando. Muitas pessoas decretaram o fim da pandemia, mas se esqueceram de avisar o novo coronavírus”, adverte Pedrotti.

Somente ontem, 109 pessoas com sintomas de síndrome gripal ou sintomas típicos de Covid-19 (como perda de olfato e/ou paladar) procuraram o Pronto Atendimento Municipal (PAM). É um patamar muito superior ao registrado em outubro, quando este número nas unidades de referência (PAM e UBS Santa Clara, Cosmos e Panorama) não se aproximou de 100 pacientes/dia. 

Durante o encontro, os integrantes do COE manifestaram preocupação com a situação epidemiológica no Paraná, com o número de municípios com R0 (fator de disseminação do novo coronavírus, isto é, o número de pessoas infectadas a partir de um infectado) superior a 1 que cresce sem parar. “Algumas cidades que no começo da pandemia sofreram bem menos com a Covid-19, como Pato Branco, Francisco Beltrão, Guarapuava e Umuarama, agora estão tendo o seu auge. Estamos monitorando esta situação para evitar que esta situação chegue até Toledo”, observa a secretária de Saúde, Denise Liell.

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