Cuidado com audição: profissional alerta sobre o uso do cotonete

Ele é inofensivo, desde que utilizado na maneira correta. O cotonete é usado para limpar os ouvidos, mas somente a região externa, aquele hábito de colocar o cotonete dentro do ouvido pode trazer sérios riscos e complicações para a saúde auditiva.

“Infecções, inflamações, perfuração do tímpano são alguns dos problemas causados pelo uso incorreto do cotonete”, alerta a otorrinolaringologista, Claudiane Mozer de Assis. “Já tive relatos da utilização de outros objetos como caneta, chave de carro. O ouvido precisa de cuidado e atenção”.

A médica explica que ao limpar o ouvido a cera – substância conhecida como cerume – acaba sendo empurrada para mais fundo no ouvido e esse ‘deslocamento’ leva fungos e bactérias que podem desencadear infecção. Ela relata que a cera serve para manter o canal auditivo limpo e ajuda a afastar sujeira e poeira dos tímpanos.

“Para fazer a limpeza do ouvido o limite é o dedo indicador, basta pegar uma toalha enrola no dedo e ir até o limite no ouvido. Esse limite não pode ser ultrapassado e é isso que acontece com um cotonete. Com o cotonete limpamos aquelas dobrinhas da orelha, atrás dela, mas nunca dentro do ouvido”, reforça.

CUIDADO COM A AUDIÇÃO – Claudiane comenta que a produção de cera varia de uma pessoa para a outra. “O canal pode ser diferente, a consistência da cera, a produção, às vezes, o paciente tem um problema  de pele, escama mais. Se não mexer já é melhor do que empurrar. Essa cera protege a pele de dentro do ouvido que é muito sensível, ela é uma espécie de proteção”, pontua ao acrescentar que a limpeza adequada é feita por um profissional no consultório médico.

A médica salienta que com a idade, as células da adição tendem a sofrerem um desgaste considerado um processo natural do organismo, da mesma forma que a pele perde elasticidade, a cor do cabelo, a visão. No ouvido ocorre o mesmo, porém, ainda existe mais resistência no processo de aceitação.

“Essa perda, infelizmente, é um processo natural do organismo. Contudo, a medicina e a tecnologia já apresentam formas de trazer mais qualidade de vida para quem tem perda auditiva. O alerta é para que todos cuidem desse ‘sentido’. Devemos evitar ouvir som muito alto (seja dentro do automóvel, televisão, rádio), evitar exposição aos ruídos constantes (isso acontece mais em ambientes de trabalho com maquinário, por isso, é importante fazer uso dos EPI’s), fazer exercícios físicos, não fumar, ter uma boa alimentação, ou seja, manter hábitos saudáveis e quem tem alguma doença de base precisa ter ainda mais cuidado”, conclui.

Da redação