Curva do mercado imobiliário deve crescer na região em 2021

As incertezas atribuídas a pandemia do novo coronavírus começam a ser superadas e existe uma expectativa para o crescimento do mercado imobiliário na região. Esse desenvolvimento pode ser sustentado pelas vendas e lançamentos de novos empreendimentos em 2021. O comportamento do mercado imobiliário no final de 2020 foi positivo e a projeção é seguir uma curva ascendente, mas com algumas ressalvas.

No ano passado, mesmo com os problemas ocasionados devido a pandemia, algumas evoluções aconteceram antes de encerrar o ano, como geração de empregos na construção civil, vendas e lançamentos de imóveis, ofertas de financiamentos e, por consequência, mais acesso à moradia para as pessoas.

O consultor do Sebrae PR Volmir Valentini, que atua no setor da construção civil do Serviço, explica que esse mercado encerrou o ano de 2020 com um horizonte positivo. O mercado imobiliário também apresentou um bom desenvolvimento nos dois últimos trimestres do ano passado. O setor apresentou um crescimento nos lançamentos de empreendimentos, efetivou vendas e registrou queda no estoque. Valentini comenta que essa é uma realidade nacional e ela pode ser refletida na região, como nos municípios de Toledo e Cascavel.

Ele explica que ao prospectar um cenário a certeza é que a curva é de crescimento para o mercado imobiliário. “A expectativa é do crédito de recurso da poupança aumentar em torno de 15% neste ano. Também é preciso recordar que os recursos da poupança aumentaram em 56% nos dois últimos trimestres de 2020 no Brasil”.

O consultor enfatiza que 2021 deve ter um bom volume de lançamento e contratação de empregos formais na construção civil. “Tenho participado de reuniões ou mantenho contatos com os agentes e essa será a realidade na região Oeste”. Alguns contratos de obras em 2020 atrasaram, porém eles não pararam.

ANÁLISE – Conforme Valentini, o comércio de material destinado para a construção civil pode interferir nesse crescimento. “É visível o aumento dos custos dos materiais da construção civil, como o ferro e o aço. Com as suspenções das atividades de algumas siderúrgicas, ocasionadas devido a pandemia, a oferta de ferro diminuiu no país. Esse é um exemplo, porém a situação pode se repetir em outros insumos”, afirma o consultor.

Os valores dos insumos podem afetar, principalmente, nos empreendimentos que possuem um preço menor, como o Programa Minha Casa, Minha Vida. “Neste momento, esse tipo de empreendimento continua com os seus lançamentos”.

Ele ainda acredita que pode ocorrer uma estabilidade no preço a curto ou a médio prazo do insumo da construção civil. “Porém, também existe a necessidade de manter a atenção na inflação. Em caso de oscilação ou descontrole, esse cenário pode mudar”.

De maneira geral, o consultor destaca que uma pesquisa mostra que 41% das pessoas possuem a intenção em adquirir um imóvel nos próximos dois anos. “Esse dado é real, inclusive para os municípios da região. Existe a necessidade da oferta e da obtenção de crédito, pois sem eles, as vendas podem não se concretizar. A pandemia ainda traz consequências para a economia, mas a retomada está acontecendo. As obras devem acontecer, assim como as vendas e, por consequência, a curva de crescimento vai se confirmar. Todos os cenários devem ser observados nos próximos meses”.

Da Redação

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