Dança: arte de expressar através dos movimentos

Uma expressão artística que usa o corpo como instrumento. Uma cadência de movimentos e ritmos que cria uma harmonia própria. Através dela o ser humano transmite seu sentimento de alegria, de drama, seu protesto e sua arte. Ela pode acontecer acompanhada do som de uma música ou independente do que se ouve, e até mesmo no mais puro silêncio.

A dança é uma das três principais artes cênicas da Antigüidade, ao lado do teatro e da música. Ela é caracteriza-se pelo uso do corpo seguindo movimentos previamente definidos ou ainda improvisados e pode existir como manifestação artística ou como forma de divertimento ou cerimônia.

Por meio das pinturas encontradas nas cavernas, sabe-se que os nossos ancestrais já dançavam desde a pré-história. Chamada de dança primitiva, ela começou através do movimento do corpo, da batida do coração e do caminhar.

“Registros dessas danças mostram que elas surgiram no Egito, há dois mil anos antes de Cristo. A dança é uma das expressões artísticas mais antigas. Com o passar dos anos foram se expandido os movimentos, ritmos e segmentos de danças”, conta a coordenadora de uma escola de dança Valdirene Olegario Marssaro.

CARACTERÍSTICAS – No Egito Antigo, as danças surgiram através dos rituais religiosos. Mais tarde, já perdendo o costume religioso, as danças apareceram na Grécia nas comemorações aos jogos olímpicos. Em Roma, as danças se voltaram para as formas sensuais e dançava-se em festas e bacanais.

Nas cortes do período renascentista, as danças voltaram a ter caráter teatral, que estava se perdendo no tempo. Com isso, surgiram o sapateado e o balé, apresentados como espetáculos teatrais, onde passos, música, vestuário, iluminação e cenário compõem sua estrutura.

Os tratados sobre dança surgiram a partir do século 16. Cada país europeu criou suas próprias danças. Primeiro eram coletivas, depois foram adaptadas aos pares. Já no século 19 começaram a aparecer danças mais sensuais, como o maxixe e o tango.

E no século 20 surgiu o rock’n roll, que revolucionou o estilo musical e, consequentemente, os ritmos das danças. Assim como vários outros aspectos culturais, a dança foi se transformando na proporção em que os povos foram se misturando.

TIPOS DE DANÇA Há diversos tipos de danças e maneiras de dançar. Valdirene classifica a arte em quatro grupos: a dança solo, danças folclóricas, danças performáticas e danças em dupla. A dança solo é quando o dançarino apresenta-se desacompanhado. Já as folclóricas representam as tradições de um povo, como Bumba meu boi, Frevo, Maracatu, Carimbó, entre outras. “A dança performática é mais conhecida pelo balé, pela dança contemporânea, o sapateado, o flamenco; e a dança em dupla é feita por casais como tango, samba, forró, valsa, entre outras”.

BENEFÍCIOS – A dança pode trazer benefícios terapêuticos, culturais, sociais, educacionais a científicos. Dançar faz bem ao corpo, ao coração e à mente e, não demanda nada mais do que tempo e disposição. “Colocar o corpo para mexer ao som de uma música agradável melhora o sistema cardiovascular, aumenta o fluxo sanguíneo, favorece a respiração correta e também ajuda nas defesas do organismo. A dança ativa regiões do cérebro para estímulo da memória e coordenação motora; é excelente aliada contra a depressão, traz auto confiança, reduz o estresse, melhora a postura e a flexibilidade, tonifica os músculos, melhora o equilíbrio e auxilia na perda de calorias”, conclui Valdirene.

Da Redação

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