Dengue: situação atual é pior ao ser comparada ao mesmo período do ano passado

Dados do boletim epidemiológico da dengue – atualizado na terça-feira (15) – apontam que Toledo apresenta três casos autóctones positivos. Isso deixa o Departamento de Combate a Dengue em alerta, pois ao comparar o mesmo período do ano epidemiológico – que iniciou no mês de agosto de 2020 – o município não tinha nenhum caso positivo; o primeiro foi registrado em janeiro deste ano.

Até o dia 15 de dezembro, a equipe realizou 152 notificações; descartou 100 situações e aguarda 49 resultados. “Esse quadro já preocupa”, destaca a supervisora de equipe, Loriane Zanotto. “Estamos pior que no ano passado quando vivemos uma epidemia de dengue. Se seguirmos nesse ritmo, novamente, enfrentaremos problemas em relação à saúde pública em nosso município”.

Loriane recorda que o município recebeu o fumacê, mas mesmo assim já apresenta casos positivos em um curto espaço de tempo. Ela pontua que a aplicação do inseticida e ações de bloqueios são as medidas recomendadas, contudo cada um precisa ser consciente e evitar a formação de criadouros.

Os casos positivos foram registrados na Vila Paulista, no Centro e no distrito de Via Nova; nessas regiões, Loriane explica que acontecem as ações de combate.  Os três casos foram notificados no mês de novembro.

EVITAR CRIADOUROS – “Notamos que a população está descuidando dos criadouros de fácil remoção, por exemplo, dos baldes utilizados para deixar as roupa de molho, dos recipientes de água dos animais, dos potes de plantas. São locais que servem de depósito para os ovos e basta ter contato com a água que em meia hora já se formam as larvas. A média era de dez a 12 dias para a formação de um mosquito adulto, mas com o calor dessa primavera, pois ainda não entramos na época mais quente do ano, em sete dias, eles já estão na fase adulta. É preciso cuidar desses locais, desses pequenos detalhes que podem fazer a diferença”, enfatiza.

Os ovos são depositados, geralmente, nas bordas dos objetos, podem sobreviver até 400 dias. “Ou seja, se neste período, eles entrarem em contato com a água, já vira um novo criadouro. Por exemplo, se a pessoa troca os pneus do carro, deixa guardado em local coberto, mas um ano depois resolve colocar esses pneus no quintal para compor um jardim e deixa lá no tempo, no primeiro acúmulo de água, se tinham ovos depositados nas bordas, eles vão virar larvas”.

CONSCIENTIZAÇÃO DA POPULAÇÃO – A supervisora reforça que o momento é de cautela e atenção. Ela cita que os agentes de endemias estão realizando os trabalhos de fiscalização, orientações e demais ações de combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti que também é causador da chikungunya e da zika. Loriane pontua que devido às recomendações e notas técnicas emitidas pelo Ministério da Saúde, a equipe tem algumas limitações para realizar as vistorias, nos apartamentos, por exemplo, os agentes visitam apenas a área térrea.

“Nosso trabalho é constante. Precisamos contar com o apoio e conscientização da população para que não tenhamos que enfrentar um quadro de epidemia de dengue novamente. As orientações são as mesmas: manter o pátio limpo, não acumular lixo, deixar em dia a manutenção das calhas, entre outras ações que visam combater a formação de criadouros”, alerta a supervisora ao acrescentar que denúncias podem ser feitas no 153.

Da Redação