Descarte incorreto: medicamentos podem causar riscos à saúde e ao meio ambiente

O descarte de medicamentos é uma problemática que ainda atinge muitos municípios. Quando a prática acontece de maneira incorreta gera mais problemas que não envolvem apenas a saúde pública, mas também coloca em risco o meio ambiente – solo e água – além dos animais.

“O descarte de medicamentos deve ser feito em pontos de coleta específicos”, cita o farmacêutico, Jorge Fernando. “Existe uma Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), contudo, nem sempre a população tem conhecimento disso e difícil a pessoa que não tenha algum tipo de medicamento em casa que não precise de descarte”.

O profissional recorda que o Governo Federal editou o decreto nº 10.388/2020 – voltado a instituição do sistema de logística reversa de medicamentos – que prevê o correto descarte de medicamentos domiciliares, com a destinação ambientalmente adequada. “Essa normativa estabelece o sistema de logística reversa de medicamentos domiciliares, vencidos ou em desuso, de uso humano, industrializados e manipulados, ou seja, uma orientação para que aconteça esse descarte consciente”.

CONSCIENTIZAÇÃO – Fernando destaca que os pontos de coleta também precisam estar devidamente regulamentados, afinal, precisam cumprir uma série de requisitos e atenderem a legislação. Geralmente, esses pontos são farmácias, drogarias e outros pontos comerciais.

“O medicamento em desuso ou vencido não pode simplesmente ser destacado no lixo orgânico ou no ralo da pia. Ainda precisamos avançar muito nesse processo de conscientização para que venhamos a praticar a logística reversa de maneira correta e assim não colocarmos a saúde do próximo em risco, tão pouco a natureza”, enfatiza.

Da Redação

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