Descentralização: seis municípios da 20ª Regional serão base para oferta da Profilaxia Pós-Exposição de Risco

O Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA/SAE) do Consórcio Intermunicipal de Saúde Costa Oeste do Paraná (Ciscopar) atua no processo de descentralização da oferta da Profilaxia Pós-Exposição de Risco (PEP) – uma medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis. A 20ª Regional de Saúde passará a contar com seis unidades bases para esse tipo de atendimento.

Até o momento, o CTA/SAE é o órgão público responsável por esse atendimento. Atua com sistema de plantão para qualquer tipo de situação que exija a aplicação da profilaxia seja atendida, mas como o Ciscopar é uma unidade ambulatorial, assim que as bases estiveram adequadas, o CTA/SAE prestará esse suporte apenas durante o horário de expediente.

“Descentralizar esse tipo de atendimento é uma exigência do Ministério da Saúde que irá permitir melhor cobertura na área de abrangência e de maneira mais eficaz, visto que quanto antes o paciente iniciar o tratamento, mais chances de preservar a saúde. É uma conquista para toda a 20ª Regional de Saúde”, relata a coordenadora do CTA/SAE, Jéssica Sartor.

Com o trabalho de descentralização a área de abrangência do Ciscopar passará a contar com um total de seis unidades bases instaladas nos municípios de Toledo, Guaíra, Santa Helena, Palotina, Assis Chateaubriand e Marechal Cândido Rondon. Jéssica explica que foi feito um estudo com base populacional, logística, exigência de ter uma unidade de atendimento à saúde que funcione 24 horas, entre outros critérios para a escolha das cidades.

A coordenadora comenta que seria inviável implantar bases em todos os municípios, por isso, foi realizado um  levantamento regional. “Foram pensadas unidades estratégicas para que o atendimento ocorra o mais rápido possível. A medicação da profilaxia é utilizada apenas em casos específicos, dessa forma, colocar uma base em cada município – o CTA/SAE como uma unidade distribuidora não teria suficiente para todos – além disso, em algumas delas, ficaríamos com medicamento parado, também foi preciso pensar nisso, além de questões de logística e geração de relatórios, por exemplo, o CTA/SAE só conseguirá emitir o relatório final, após todas as bases passarem os seus próprios relatórios”.

PREPARAÇÃO – A pretensão é que até o fim de dezembro as seis bases estejam em funcionamento. A preparação, segundo Jéssica, envolve a capacitação dos profissionais para tais atendimentos. “Esse preparo acontece com profissionais dos 18 municípios, pois atuamos em rede. Por exemplo, o profissional de Quatro Pontes precisa saber como prestar o primeiro atendimento e encaminhar para a unidade base mais próxima que no caso é Marechal Cândido Rondon. É essa agilidade nos atendimentos que garantem mais eficácia em relação ao tratamento”, cita ao recordar que desde o ano passado o CTA/SAE já trabalha nesse processo de descentralização.

Desde 2019, a Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) foi incentivada ao processo de descentralização. A abrangência já foi ampliada para 198 municípios (49,6% do total do Paraná) que aderiram a esta estratégia de prevenção.

QUEM PRECISA DE PROFILAXIA – Uma pessoa que viveu uma situação de exposição – HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis –  precisa fazer os procedimentos necessários. Pode ser um caso em que ocorreu a relação sexual sem proteção, ou com o rompimento do preservativo, ocorrências de violência sexual e acidente de trabalho com material perfurocortante contaminado.

Jéssica esclarece que quanto antes o paciente receber o medicamento, mais eficácia terá no organismo. Ela destaca que o ideal é que aconteça em até duas horas após o ocorrido, mas cada situação tem um limite, no caso da prevenção de HIV/Aids, o prazo é de 72 horas. Contudo, isso varia se for em relação as hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis.

Da redação