Desenvolver habilidades: a dança como elemento educacional

A arte de mexer o corpo com movimentos, ritmos e de forma harmoniosa. A arte de expressar de sentimento. A arte de sorrir com o corpo. A arte do ‘sentir-se vivo’. Dançar é arte. Dançar é viver. E cada um pode e deve dançar do seu jeito.

Dançar pode ser a forma de aliviar a tensão, de alegrar o dia, de colocar o corpo em movimento. Dançar também é o sustento daqueles ensinam, daqueles que encantam nos palcos e pistas de dança. Dançar é para todas as idades, mas pode ter significados diferentes para cada ‘dançarino’.

O surgimento da dança é retratado ainda na pré-história – quando os homens batiam os pés no chão e as mãos. Com o tempo e a evolução, eles perceberam que poderiam criar ritmos, alterar a intensidade dos sons e movimentos em sincronia.

“A dança é considerada a primeira manifestação corporal do emocional humano, sendo praticada desde o período pré-histórico com diversos objetivos, desde se conectar com a natureza, com o sagrado, consigo mesmo, comunicar-se e posicionar-se socialmente, preparar-se corporalmente, pelo prazer de mover-se e divertir-se e, especialmente, com caráter educacional, uma vez que sua prática é capaz de desenvolver as habilidades humanas independentemente da idade”, explica a doutora e mestre em Educação Física, especialista em Gestão da Educação Física, graduada em Dança (bacharelado e licenciatura) e bailarina, Silvana dos Santos Silva.

Ano após ano, a prática conquista mais espaço, novos adeptos, ganha outros ritmos e movimentos. A dança está inserida no contexto educacional e ‘movimenta’ os alunos. “Vale ressaltar que, desde 2008, a dança constitui-se como conteúdo estruturante da base curricular das escolas paranaenses, ou seja, é um conteúdo obrigatório dentro das disciplinas de Educação Física e Artes. Portanto, os professores devem estar em constante formação com vistas a desempenhar com sucesso e responsabilidade sua função docente”, cita Silvana.

LINGUAGUEM DA DANÇA – A doutora destaca que a dança constitui-se como uma área do conhecimento que, quando ministrada de forma correta, proporciona aos praticantes sua formação integral na medida em que trabalha os aspectos físicos, cognitivos, emocionais, sociais, culturais e da motricidade humana. “Como uma prática corporal milenar, ela possui diversas linguagens, às vezes constituindo-se como expressão artística e de atuação profissional, necessitando de formação especializada e de longa duração, outras vezes como manifestação da cultura popular e do entretenimento e, por fim, como meio do processo formativo (dança-educação)”.

EDUCAÇÃO E DANÇA – Ao considerar a dança como um fator educacional, Silvana declara que é imperioso que a prática seja trabalhada desde a mais tenra idade. Nesse sentido, a escola figura como a instituição social mais adequada e democrática para desenvolver seus elementos básicos.

“Para que esse trabalho seja possível é necessário que a prática seja ministrada por professores que tiveram em sua formação acadêmica esse conteúdo, no caso, aqueles formados em Dança, Educação Física ou Artes, para que a dança escolar não se restrinja apenas à montagem de coreografias esporádicas para datas comemorativas, mas que de fato se materialize em aulas capazes de desenvolver um trabalho efetivo do pensar e vivenciar os elementos de dança. Esses elementos muito contribuirão para a formação global dos estudantes, para despertar para a arte, como apreciadores ou para buscar escolas especializadas com vistas a se tornarem profissionais da dança”, enfatiza.

Da Redação

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