Doenças podem ser prevenidas com vacinas, afirma enfermeira

A Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite está prorrogada no Paraná até o término do estoque de vacinas ou até atingir a meta de 95% de cobertura vacinal recomendada pelo Ministério da Saúde. Cumprindo com a sua responsabilidade social e como forma de incentivar a participação da sociedade, o JORNAL DO OESTE traz, a partir desta quinta-feira (5), informações sobre as doenças que podem ser prevenidas com vacinas.

Em Toledo, a cobertura vacinal está em 78% e a expectativa é melhorar o índice nos próximos dias. A enfermeira do Departamento de Vigilância Epidemiológica de Toledo Rosana Cerbarro reflete sobre a situação atual com o novo coronavírus. “Hoje, vivemos os reflexos do que causa uma doença que não tem vacina. Nós precisamos avaliar o que vivemos na atualidade e analisar que existem vacinas e determinadas doenças podem ser prevenidas, podemos evitar mortes e internamentos e protegermos as crianças. Então, por que não vacinarmos?”.

Rosana enfatiza que a prevenção é a melhor opção. “Precisamos nos imunizar e imunizar quem amamos. Para isso, precisamos nos proteger com as nossas vacinas”.

 

DOENÇA – A poliomielite é uma infecção contagiosa causada pelo poliovírus selvagem, que pode afetar os nervos e levar à paralisia parcial ou total. Essa doença está erradicada no Brasil desde 1994, porém, ainda existe a presença do vírus que transmite a doença em outros países, como o Paquistão e o Afeganistão.

Os primeiros sinais podem ser febre, mal-estar, dor de cabeça, dor no corpo, vômitos, diarreia, rigidez na nuca e sinais de meningite. Sintomas mais agudos podem apresentar instalação súbita de deficiência motora, assimetria da musculatura de membros e flacidez muscular, entre outros.

O modo de transmissão é principalmente por contato direto pessoa a pessoa, pelas vias fecal-oral (a principal) ou oral-oral. Essa última se faz através de gotículas de muco da orofaringe. O período de incubação é, geralmente, de sete a 12 dias podendo variar de dois a 30 dias.

Além da vacina, outra medida importante de controle da pólio realizada pela Vigilância Epidemiológica é a notificação de casos de crianças que chegam aos serviços de Saúde com sinais de paralisia.

O Paraná não registra casos de poliomielite desde 1986. O Estado do Paraná tem como meta anual a notificação de, no mínimo, 23 casos de Paralisia Flácida Aguda em menores de 15 anos para fazer a detecção precoce de uma possível circulação do vírus, desencadeando assim ações de forma rápida e efetiva.

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