Endemias monitora região com grande presença de pernilongos

O tempo quente e a falta de chuva colaboraram para a diminuição da vazão de córregos. Com pouca água, alguns locais acabam formando bancos de areia e pequenas poças. E esses locais com água parada têm sido um ‘atrativo’ para pernilongos e outros insetos se reproduzirem.

Leitores do JORNAL DO OESTE relataram a equipe de reportagem que os bairros Vila Industrial e Jardim Gisele estão enfrentando uma infestação de pernilongos. Além do zumbido irritante nos ouvidos e a picada que se transforma em um caroço na pele, existe a preocupação de transmissão de doenças, como é o caso do Aedes aegypti.

O coordenador de Endemias Selídio José Schmitt comenta que o setor recebeu diversas reclamações pela Ouvidoria do Município sobre a infestação de pernilongo nos dois bairros. Porém, ele cita que a equipe tem monitorado a região e coletado amostras das poças de água parada na sanga que corta a região.

“Não encontramos larvas ou mosquito da Aedes aegypti. A presença de pernilongos é algo comum da natureza pelas circunstâncias do local, mas já estamos tomando providências para minimizar a presença dos insetos no local”, esclarece Selídio.

 

INTERVENÇÃO – Ele enfatiza que o setor de Endemias planeja uma ação emergencial envolvendo as Secretarias da Saúde e do Desenvolvimento Ambiental e Saneamento para uma intervenção na sanga para auxiliar no escoamento da água e evitar a formação de poças e água parada.

“Não podemos usar inseticida no local porque resolvemos um problema e causamos outros, porque o produto pode contaminar o solo. O fumacê de bomba costal, usado no combate ao mosquito da dengue, também não é o mais indicado porque ele só vai atingir o mosquito adulto, e se não eliminar o criadouro, em pouco tempo teremos novos mosquitos. Por isso, estamos programando uma intervenção no local com uma máquina para ajudar no escoamento da água”, acrescenta.

Selídio lembra ainda que o inseticida utilizado no combate à dengue é controlado pelo Ministério da Saúde e sua utilização deve ser feita como bloqueio de região que já apresenta casos suspeitos de dengue. O manejo do produto deve ser justificado e registrado no sistema nacional.

 

ORIENTAÇÃO – De hábitos noturnos, o pernilongo costuma atacar a noite. O zumbido é sua característica mais importante. Para evitar a proliferação é preciso evitar água parada. No mercado há inúmeros produtos inseticidas que podem ser utilizados para combater os pernilongos e outros insetos. Contudo, vale alertar que os inseticidas oferecem toxicidade ao serem aspirados no ambiente.

Dessa forma, quanto menor o tempo de exposição de pessoas ou animais de estimação, melhor. A aplicação deve ser seguida de um momento de repouso, ou seja, o local em que o produto está agindo precisa ficar vazio durante um pequeno período. “Outra forma para evitar, principalmente, a picada de pernilongo é utilizar telas nas portas e janelas e, se possível, mosquiteiros nas camas”, conclui.

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