Equipe da Diagnose Clínica vai estender a campanha do Outubro Rosa

Muitas mulheres, geralmente, realizam os exames de rotina neste mês. Outras buscam informações em decorrência das ações promovidas pelas entidades em alusão ao Outubro Rosa. Em Toledo, a Diagnose Clínica de Imagem é qualificada para prestar esse atendimento ao paciente.

No período de março a agosto de 2020, a clínica registrou uma média aproximada de 260 mamografias por mês, chegando a 150 mamografias em abril e totalizando aproximadamente 1560 exames.

No mesmo período do ano passado, a média foi de aproximadamente 540 mamografias por mês, ou seja, foram mais de três mil exames. Para dimensionar os números, em outubro do ano passado, foram realizados mais de 1500 exames. O médico radiologista Rafael Bortoncello afirma que a equipe está apreensiva com estes números, pois significam que muitas mulheres ficaram sem os seus exames anuais.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), no ano de 2020, o câncer de mama já é responsável por 29,7% dos novos casos de câncer no Brasil. Ou seja, a cada dez casos novos de câncer, praticamente três são de mama, sendo assim o tipo de câncer mais comum em mulheres.

Segundo o médico radiologista, ao observar os dados fornecidos pelo Inca, em 2018, 17.572 mulheres perderam a vida na luta contra o câncer de mama. Bortoncello salienta que diante desta necessidade, a Clínica Diagnose iniciou a campanha um pouco mais cedo em meados de setembro. “Nós estaremos abertos – em atendimento especial – para realizar os exames mesmo depois de outubro. Apesar das dificuldades e dos desafios que este ano nos trouxe, não podemos esquecer de cuidar de nós mesmos. Reserve um tempinho e passe no seu médico ou na sua médica, pois como nós da Diagnose, eles devem estar preocupados que vocês ainda não apareceram por lá esse ano. E se você tem aquela amiga que tem medo de fazer o exame, leve ela junto. Sua atitude pode salvar uma vida”.

O médico enfatiza que a realização do rastreio pela mamografia comprovadamente diminui a mortalidade por câncer de mama. “Além disso, ajuda no diagnóstico precoce e pode reduzir bastante a quantidade de complicações que um tratamento de câncer de mama pode causar”.

 

O EXAME – Bortoncello esclarece que praticamente todos os exames de imagem tem a capacidade de detectar algum tipo de câncer ou de levantar a suspeita de câncer. Neste último caso, geralmente, se realiza uma complementação da investigação, que pode ser com biópsia. “A pesquisa do câncer pode ser iniciada pelo aparecimento de sintomas, por histórico familiar ou por rastreio, ou seja, mesmo sem sintomas e sem histórico familiar”.

Cada exame de imagem possui prós e contras. Por isso, que a maioria deles deve ser feitos apenas após uma consulta. “Na clínica Diagnose, os exames mais comumente solicitados para pesquisar câncer são a mamografia, a ultrassonografia, a tomografia computadorizada, a ressonância nuclear magnética e as radiografias. Cada um com a sua função. Dentre eles, a mamografia é um dos métodos mais comuns”, menciona o médico.

Conforme Bortoncello, a mamografia é um exame de rastreio para o câncer de mama, que utiliza raios-x para formar suas imagens e tem como objetivo detectar precocemente lesões suspeitas, tentando reduzir o tempo entre o aparecimento do câncer e o tratamento.

“Neste exame a paciente ou o paciente são posicionados em frente à máquina, em seguida as mamas são comprimidas. Isto é importante para deixar a mama mais fina, espalhando o tecido mamário e facilitando a visualização. Depois que a mama estiver bem posicionada, o raio-x é disparado”, explica o médico.

O profissional acrescenta que para que o exame seja mais efetivo, é preciso comprimir a mama com o aparelho e isto pode causar dor e desconforto. “Mas é por um bom motivo: pense que o raio-x permite que olhemos para a mama como se fosse através de uma cortina, então é só lembrar que enxergamos um pouco mais através de uma cortina fina do que através de uma cortina grossa”.

A mamografia é recomendada como método de rastreio para mulheres entre 40 e 69 anos. Mulheres com menos de 40 anos e com mais de 69 anos devem ser avaliadas individualmente, levando em conta o risco de câncer de mama e da capacidade de suportar um tratamento até o final. “A faixa etária que mais procura pela mamografia são as mulheres entre 40 e 69 anos”.

O médico finaliza que para prevenir o câncer de mama, é necessário adotar hábitos saudáveis, dentre estes hábitos estão: praticar atividade física, alimentar-se de forma saudável, manter o peso corporal adequado, evitar o consumo e bebidas alcoólicas, amamentar e evitar o uso de hormônios sintéticos.