Integrantes do Consij conhecem os trabalhos realizados pela Rips

Os protocolos de Acolhimento Institucional de Crianças e Adolescentes responsáveis pelos fluxos e encontros de pactuações de Toledo foram apresentados ao membros Conselho de Supervisão dos Juízos da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Paraná (Consij). Durante a última reunião, o juiz Rodrigo Rodrigues Dias – membro do Conselho e responsável pela 7ª Regional que abrange cidades do Oeste, Sudoeste e parte do Noroeste – detalhou os trabalhos da Rede Intersetorial de Proteção Social de Toledo (Rips).

O Conselho é um órgão colegiado do Tribunal da Justiça e supervisiona todas as Varas. Com reuniões regulares, os membros realizam expedientes com referendo do presidente. “Na última reunião, a construção de um fluxo foi um dos temas abordados. Acredito que o Juiz é mais um na célula de articulação da rede. Além disso, o trabalho precisa ser alinhado teoricamente, tecnicamente e discutido”, revela Dias.

O Juiz complementa que o trabalho promovido pela Rede em Toledo foi apresentado no encontro. “Para a elaboração de cada protocolo, existe uma abordagem com a rede, ou seja, com os representantes dos órgãos superiores, das pessoas que trabalham no cotidiano, Secretarias, Ministério Público e Poder Judiciário. Mas, sempre respeitando com o que acontece em cada espaço”.

Dias salienta que a repercussão no Conselho foi positiva, pois a estrutura e a forma de trabalho da Rips são inéditas no Paraná. “Os protocolos são motivos de orgulho. É uma satisfação expor o trabalho organizado e articulado da Rede de Toledo”. Os documentos foram encaminhados aos integrantes do Conselho, os quais irão apreciá-los.

EXPERIÊNCIA – Para a professora e integrante da Rede Zelimar Bidarra Soares, é uma satisfação ter o trabalho de toda uma equipe apresentado ao Conselho. “Saber que o Dr. Rodrigo apresentou a nossa experiência e ela foi bem acolhida pelo Conselho”, afirma Zelimar ao complementar que os protocolos poderão ser recomendados para os municípios do Paraná em um futuro.

A professora salienta que o seu papel – enquanto representante da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus Toledo – é desenvolver a assessoria. “Ele está baseado no trabalho de pesquisa e extensão da Universidade e tem a tarefa diferenciada”.

Ela revela que a Unioeste não realiza atendimento direto aos universitários, e sim, existe a contribuição com o conhecimento para planejar as ações. “Durante os nossos estudos, o grupo não encontrou experiência similar ao da Rips. A experiência desenvolvida, em Toledo, é inédita”.

De acordo com a integrante da Rede, existe a necessidade em estruturar, no Paraná, de forma mais sistemática o atendimento para proteger melhor as pessoas que por ventura estejam em uma situação de risco, conforme ponderações do Conselho. “O que despertou todo o interesse e a atenção para a experiência da Rips é o fato do envolvimento, engajamento e das políticas”.

Os participantes da Rede conseguem organizar uma sistemática de trabalho. Além disso, os conhecimentos são incorporados e os resultados são mais céleres, porque estão com aqueles que realizam as intervenções.

Zelimar destaca que o município de Toledo já é considerado referência para as demais cidades de seu entorno. “Nós estamos disseminando os protocolos para que outro locais queiram se inspirar e partilhar o conhecimento já construído. Como Rips, a tarefa é investir para o funcionamento do protocolo, com a realização de capacitações dos profissionais e da compreensão de suas rotinas para atingir os resultados desejados”.

Da Redação