‘Movimento Sem Pedágio entre Cascavel e Toledo’ reforça os impactos negativos de pedagiar a BR-467

Lutar para que não sejam instaladas praças de cobrança é o intuito do Movimento Sem Pedágio entre Cascavel e Toledo. Uma manifestação realizada no Posto Turatto, às margens da BR-467 – em Sede Alvorada, município de Cascavel – na quarta-feira (17) reuniu autoridades regionais, imprensa e população. O intuito foi destacar os prejuízos para a população diante do indicativo de pedagiar a rodovia.

Autoridades que levantaram essa bandeira, e lutam para que não sejam instaladas praças de pedágio nesse trecho, aproveitaram a ocasião para destacar os prejuízos que a medida pode trazer. “Até mesmo a dona de casa, aquela que não utiliza o trecho com frequência vai sentir no bolso se a rodovia for pedagiada, pois isso vem a desencadear aumento de preços em tudo”, salientou o representante da Frente dos Vereadores do Oeste, vereador Gabriel Baierle.

O vereador apontou que toda a população lindeira irá sentir os impactos que a instalações de praças de cobrança de pedágio podem interferir no desenvolvimento social e econômico da região. Ele citou que Toledo e Cascavel são cidades com fortes ligações educacionais, comerciais, industriais e vertentes do agronegócio. Para ele, o pedágio tende a trazer perdas em todos os setores.

NÃO DEIXAR ACONTECER – “Montamos a Frente dos Vereadores do Oeste que tem promovido discussões e participado das audiências com o intuito de destacar que isso não pode acontecer. A população não pode pagar por mais 30 anos por um contrato mal feito. Não podemos levar a contar por isso”, declarou.

Baierle reforçou que é um importante que toda a população se manifesta com o proposito de unir forças e fazer com que o Movimento possa levar a mensagem as autoridades competentes. “Iremos participara da próxima audiência da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), de maneira virtual – que a forma permitida no momento – e temos a esperança de podermos expor para eles a nossa realidade, nós sabemos o que enfrentamos na região e o que isso poderá impactar, talvez eles não tenham a mesma percepção”.

MOVIMENTO DE UNIÃO – O prefeito de Toledo, Beto Lunitti, destacou que o Movimento é sério e conta com a compreensão e escuta do governador Ratinho Júnior no tange apontar os impactos de novos pedágios e promover discussões das praças já existentes, a fim de atingir menores preços.

“Não somos contrários ao Governo do Estado ou ao Governo Federal. O intuito do Movimento é fazer um alerta sobre os impactos que o pedágio podem causar em nossa região. Temos uma forte cadeia produtiva, não podemos ter o mesmo modelo de pedágio por mais 30 anos e assim deixamos de receber investimentos e vemos nossos produtos ficarem mais caro como um dos reflexos”, declarou o prefeito.

“Não é apenas o valor da tarifa, mas sim em tudo o que esse valor vai impactar. Uma praça de pedágio interfere na econômica das cidades ao redor. Essas manifestações precisam acontecer e fazer com que esse recado chegue até os ouvidos de quem pode decidir pelo melhor para a população”, relatou o representante comercial, Alcides Furletto. Ele parou para abastecer no posto e decidiu acompanhar a manifestação.

Para o representante comercial, o pedágio nem sempre representa rodovias em boas condições de trafegabilidade, tão pouco o auxílio em situações de emergência. “Quem vive no trecho sabe o quanto isso pesa no fim do mês. Estamos sofrendo constantes ajustes no valor do combustível e isso já exige reajuste nas contas. A instalação de novas praças de pedágio irá apenas piorar a situação”, lamentou.

Da Redação

TOLEDO