“O PL saberá usar a força que tem em prol da sociedade”, declara Genivaldo Paes

Como diz a linguagem popular: “o pinga fogo será ardido”. Essa citação foi o início da entrevista com o vereador reeleito Genivaldo Paes, o Gabriel, que foi direto em suas respostas durante o programa ‘Fim de Tarde com o Editor”, do JORNAL DO OESTE, realizado na última quarta-feira (9). Na eleição de outubro, Paes fez 1.189 votos pelo Partido Liberal (PL).

No pleito anterior, ele foi eleito com 1.360 votos. Paes revela que o número de candidatos foi maior, mas também muitos eleitores não compareceram às urnas no dia. Outro fator que interferiu foi que havia outro candidato em sua região.

Na sequência, o vereador foi direto em suas respostas. Ele concorda que essa legislatura possui um desgaste diante da sociedade e enfatiza que o vereador deve baixar o ego e deve ser humilde. “O desgaste no Legislativo refletiu no resultado nas urnas. A política é dinâmica. Não adianta querer trabalhar ou sair no último ano e atropelar o processo. A conjuntura estava diferente. Eu apostava que o Ademar seria candidato a prefeito e o Zanetti a vice, pois a população pedia por algo novo, mas isso não aconteceu”.

ARTICULAÇÃO – De acordo com Paes, o desgaste dos quatros anos da gestão de Lucio de Marchi poderia ter sido evitado. “O acordo realizado em 2016 não deveria ter ocorrido. Acredito que para manter o acordo de quatro anos precisa ter fidelidade, no entanto, o acordo foi rompido no segundo ano”, afirma o vereador ao recordar que a ‘gota d’água’ foi a eleição para deputado estadual; Toledo tinha dois candidatos e o Tita Furlan era um deles. “Além disso, em uma reunião, um secretário foi tirado e os que ficaram traíram mais ao que saiu. No meio existe muito secretário trairá”, declara sobre a equipe do Lucio.

Durante a entrevista, o parlamentar disse que a composição com o vereador Walmor Loddi foi a pior. “Ele tem um pensamento muito individualista e ficou a procura de ser vice-prefeito de alguém. Participei da pior convenção partidária. (…) Ele traçou por caminhos errados e pagou o preço”.

Paes revela que nunca andará ao lado de Tita Furlan na política. “A amizade particular é uma coisa, mas política é outra. Durante esta campanha, ele apresentou pesquisas manipuladoras e as urnas mostraram que ele ficou em terceiro lugar indo para o quarto”.

COVID – Ao ser questionado sobre a decisão do prefeito Lucio de Marchi ao fechar o comércio para evitar a proliferação do novo coronavírus (Covid-19), o vereador disse que no primeiro momento foi contra, mas hoje compreende a decisão. “A doença é invisível. E se ele deixa aberto e a pandemia derruba tudo. O prefeito fez a lição de casa. Quem tem que cuidar da saúde é o cidadão”, destaca o gestor ao complementar que nesta pandemia, quem ganhou o dinheiro foi o rico e os pequenos empresários sofreram. “Acredito que o prefeito estava correto em sua decisão, porque é melhor remediar do que arcar com as consequências. Além disso, o cidadão deve usar máscara e o álcool em gel”.

GUARDA MUNICIPAL – O vereador Genivaldo Paes é policial civil e também já atuou como Guarda Municipal. Sobre o armamento da Guarda, ele enfatiza que “todo o cidadão tem capacidade de andar armado. O que deve mudar na hierarquia é o estatuto da Guarda Municipal. Ele não pode estar atrelado ao servidor, e sim, ter um estatuto próprio. Algo que ele tenha uma hierarquia, mas que o puna e o preserve. O guarda deve ser punido dentro da Corporação”.

Paes comenta que o Executivo deve iniciar essa discussão. “Acho que nem todos poderiam andar armado. A Guarda Municipal está muito desgastada na cidade”.

NO LEGISLATIVO – O vereador se encaminha para a sua terceira legislatura consecutiva e vai acompanhar todas as ações do Executivo. “O prefeito Lucio de Marchi diferencia amizade de política. Ele não foi um prefeito radical e foi melhor que o Beto Lunitti. Eu fui eleito no mandato de Beto e trabalhei pesado para ajudar a sociedade. Com Lucio, trabalhei mais e foi mais dolorido”.

Sobre ser situação na Câmara, Paes garante que nenhum diálogo foi realizado com a próxima administração. “Não vamos correr atrás. O Legislativo deve ser valorizado. O vereador é mais forte que o prefeito. Ele é para-choque da sociedade. O Legislativo pode votar a cassação do mandato do prefeito a qualquer momento. A nossa bancada é formada por três vereadores. O que ele tem para o PL? Hoje o prefeito tem quatro vereadores; nós temos três, o Progressista tem cinco. Ele pode ficar livre, mas o PL saberá usar a força que tem em prol da sociedade”, finaliza.

Da Redação