Órgãos de Saúde e especialistas recomendam um final de ano sem festas

A confraternização de Ano Novo está se aproximando e assim como na de Natal, as recomendações para estas festas tem sido específicas. Em um ano tão adverso, o período exige a manutenção dos cuidados com a pandemia da Covid-19. Embora a cultura dos brasileiros seja de muitas festas, encontros e abraços nestes períodos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) garante que a “aposta mais segura” é a não realização de reuniões familiares e celebrações neste período.

O alto número de pessoas infectadas nos últimos dias aumentou o alerta em todo o país, e acendeu a luz vermelha sobre a importância das medidas preventivas. De acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) desde o início da pandemia mais de sete milhões de pessoas testaram positivo.

Os dados são preocupantes e a alternativa encontrada por muitas pessoas para se proteger e evitar a proliferação do vírus é evitar festividades este ano. Um exemplo é o aposentado Antônio Quinelato Neto, que optou em passar as datas comemorativas em casa, com segurança.

“Devido ao grande aumento no número de casos, eu e a minha esposa não iremos visitar ninguém e ficaremos em casa para nos protegermos e principalmente quem a gente ama”, destaca Antônio.

CORONAVÍRUS NÃO TIROU FÉRIAS – O fim do ano tem gerado grande preocupação dos especialistas devido a um possível aumento no número de casos. Para o infectologista e consultor médico da Indústria Farmacêutica Prati-Donaduzzi, Dr. Eduardo Motti, a alternativa é evitar aglomerações, viagens e celebrar de forma segura sem risco à vida.

“Infelizmente as confraternizações de fim de ano são ideais para a propagação do Coronavírus. Elas concentram todas as condições para a transmissão. Tudo isso somado a lugares fechados e à presença de muitas pessoas facilita muito a transmissão da Covid-19. É melhor passar sem confraternizações este ano”.

O infectologista também recomenda que as pessoas do convívio familiar reforcem ainda mais as medidas de prevenção. “Mesmo as pessoas que vivem juntas podem ter encontrado outras nos últimos dias e é impossível ter certeza de que algum dos familiares não tem uma infecção assintomática, ou está infectado sem ainda ter desenvolvido sintomas”, finaliza Motti.

TOLEDO