Parceria entre Unioeste e Unipar recebe patente de invenção

A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), em parceria com a Universidade Paranaense (Unipar), fez parte da pesquisa que recebeu a patente da invenção: “Filme eletrofiado de álcool polivinilico (pva) associado à extrato de terminalia catappa para tratamento de feridas cutâneas”. A invenção é utilizada para tratamento de feridas cutâneas, em razão do seu efeito cicatrizante, sendo útil nos setores da saúde humana e animal, correlacionando-se a inovações do setor farmacêutico.

A invenção refere-se à produção de filmes contendo nanofibras de PVA (álcool polivinílico), um polímero, biocompatível e biodegradável, que não causa nenhum problema em contato com a pele ou ferida. Esta nanofibras, ou seja, fibras muito finas possuem um extrato de uma planta Terminalia catappa, conhecida como amendoeira-da-praia, que possui ação antimicrobiana, antifúngica e antinflamatória.

Para o professor do curso de Química e Mestrado em Química; Mestrado e Doutorado em Engenharia Química, da Unioeste, campus de Toledo, Douglas Cardoso Dragunski, a invenção é inovadora para a cicatrização de feridas. “Traz um novo tipo de curativo para ser empregado em feridas, o material de nano fibras faz com que tenha um crescimento mais ordenado das células e a possibilidade de formação de queloides ou de imperfeições das células ficam menores, assim há uma cicatrização muito mais efetiva no local”, explica.

Desde 2015 a pesquisa e a parceria vêm sendo desenvolvidas. A Unioeste produz o filme contendo nanofibras, fazendo todas as análises técnicas, como a resistência do filme, a análise térmica, como está a opacidade do filme, enquanto a Unipar produz o extrato, que caracteriza o extrato e aplica o filme contendo o extrato em estudos in vivo.

Os estudos foram feitos em vivo em ratos e foi observado uma melhora da cicatrização, porém, antes da sociedade ter acesso ao produto, ainda é preciso de testes em humanos, com explica o professor Douglas. “Para que a gente consiga ter a aplicação em seres humanos, vamos precisar de outra fase que é de uma parceira de produção em larga escala, mais especificamente para fazer testes em seres humanos para conferir de tem o mesmo efeito que teve nos ratos, que é o último estágio antes de comercializar o produto”.

A expectativa do professor é que a invenção consiga sanar vários problemas em relação a curativos e feridas, principalmente de pessoas diabéticas ou até mesmo de queimados. “Fazendo com que você tenha uma cicatrização mais segura, sem a proliferação de microrganismos, porque o extrato não deixa crescer esses microrganismos seja bactérias ou fungos, além disso você tem uma recuperação quase perfeita de pele”. Portanto, segundo Douglas é muito gratificante participar da pesquisa. “Por isso é muito gratificante poder ajudar essas pessoas sem causar traumas para quem teve essa ferida ou a queimadura”.

Além do professor Douglas, estão entre os inventores que participaram da invenção: Luiz Romulo Alberton, André Giarola Boscarato, Filipe Corrêa Pacheco, Leandro Couto Da Silva, Gabriel Nardi De Souza, Emerson Luiz Botelho Lourenço e Daiane Helscher Da Silva.

TOLEDO