Parlamentares debatem reestruturação nas Secretarias e apresentam avanços e retrocessos

Na primeira votação do Projeto de Lei 57/2021, que dispõe sobre a reforma administrativa no Poder Executivo, o líder de Governo, vereador Dudu Barbosa conclamou o voto favorável. No encaminhamento de voto, o parlamentar reforçou que a matéria não se trata de extinção, e sim, de reestruturação administrativa. “O Governo Municipal está abrindo mão de cinco Secretarias e oferece 18 funções gratificadas aos servidores”, enfatiza o vereador ao solicitar a colaboração dos colegas parlamentares.

A vereadora Olinda Fiorentin disse que fez a leitura do Plano de Governo, porém não encontrou nada sobre a extinção da Secretaria das Mulheres. “Não é uma questão de falta de orçamento, mas um processo de desmonte das políticas públicas em prol das mulheres. Estamos em um País em que elas trabalham em condições precárias e com uma renda menor. Na política, somos enfeites. Somos o ‘voto barato’. Não é um voto contra a reforma, porque todo o governo tem o direito, e sim, um voto favorável às mulheres em uma articulação que deve acontecer nas Secretarias”.

No encaminhamento de voto, o vereador Chumbinho Silva disse que está defendendo o Agro, porque ele é o motivo do progresso de Toledo. “Essa história que estão modificando é ‘balela’. Não podemos deixar tirarem a placa. Fica o meu pedido aos vereadores do Agro. O meu voto é contrário, porque a Secretaria da Agricultura não pode ser juntada a outra de maneira alguma”, defende.

CONTRÁRIOS – O vereador Jozimar Polasso disse que tem conhecimento da legitimidade do governo e das eleições e que não é contra a tudo que vem ao Projeto de Lei. “Eu tenho a minha opinião e vou defendê-la. Eu encaminho o meu voto contrário”. Por sua vez, o parlamentar Professor Oseias questionou a proposta da matéria de mudar a pasta da Juventude e uni-la a um Departamento, assim como poderá ser feito na Agricultura.

“O setor agropecuário é o setor que movimenta a cidade. Para o cargo será um diretor ou um coordenador? Qual será o perfil? Olha a situação de violência nas mulheres. A região do Brasil que teve mais aumento de violência na mulher é o Paraná e no Estado foi a região Oeste. Vai melhorar sendo direção ou coordenação? Fui convencido a votar contrário”, afirma o vereador Professor Oseias.

Conforme o vereador Genivaldo Paes, a gestão anterior tentou extinguir a Secretaria de Políticas para as Mulheres e não conseguiu. Já a nova administração indica a junção das Secretarias. “Quando se fala da união das Secretarias, eu bato palmas. Nós tentamos debater a Secretaria que está com mal gestão. Acredito que esse projeto tem pontos positivos”.

FAVORÁVEIS – O parlamentar Valdir Rossetto comenta que nasceu do campo e a sua família é do Agronegócio. “Antigamente, chamávamos o agricultor de colono. Hoje, ele é empresário rural. Não importa o tamanho da propriedade, e sim, a inteligência em fazer as ‘coisas’ acontecerem. Eu peguei muito tempo na enxada. Nós devemos utilizar a inteligência para multiplicar. Quando existe algo para somar, trazer mais pessoas para apoiar o produtor, com certeza, estarei junto. Na conversa que tive com o prefeito Beto Lunitti, a mudança vem para agregar. O meu voto é favorável perante as explicações do gestor”, afirma Rossetto ao complementar que sempre esteve a favor do Agro no Município.

O vereador Elton Welter disse que votou favorável ao projeto neste primeiro turno, porque em uma reunião com o prefeito e o Conselho da Mulher existiu o compromisso em ampliar as políticas públicas. “Mais servidores públicos com funções gratificadas. Neste primeiro turno, vou votar favorável ao projeto”, declara Welter ao comentar que aguarda a mensagem do gestor que deve ser encaminhada para a Casa. “Existe o compromisso de mais assistentes sociais, ampliar o recurso para ampliar as políticas para as mulheres. Tenho confiado nesta proposta”, defende o parlamentar.

A vereadora Marly Zanete é favorável a reestruturação administrativa. “Se as Secretarias se unirem farão um trabalho mais em família. Sobre a agricultura, destaco que se o produtor soubesse dos seus direitos na Lei Orgânica não precisaria implorar por uma carga de pedra. Nós devemos saber mais dos nossos direitos. Eu respeito a todos e gosto que me respeitem também”.

O parlamentar Gilson Francisco disse que é favorável ao projeto de lei e afirma que cada prefeito é responsável pela gestão do município. “São servidores que vão trabalhar nas Secretarias e nós fiscalizaremos”. Ele enfatiza que o cargo de confiança deve estar à disposição do povo 24 horas. “O prefeito sabe como funciona e sabe fazer gestão. Darei esse voto de confiança a ele. Vou ‘pegar no pé’ e fiscalizar cada cargo dessa reestruturação administrativa”, enfatiza.

O vereador Marcelo Marques votou favorável a matéria. “Estou pouco mais de seis meses na vida pública. O gestor público tem uma linha de raciocínio para melhorar a eficiência do serviço público. São políticas públicas entregues para a população. O nosso compromisso é cobrar. Permitir que o Executivo execute conforme planejou e assim seja realizado”, conclui.

Da Redação

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