Pedal solidário: campanha busca cadastrar doadores de medula óssea

Um grupo que busca saúde, qualidade de vida também está preocupado em ajudar ao próximo. As Amigas do Pedal lançou na última segunda-feira (26), uma campanha para cadastrar doadores de medula óssea. A iniciativa é em prol das crianças Felipe, de um ano e seis meses, e o Pietro, de oito anos, que passam por um tratamento de leucemia.

A campanha foi lançada na internet no perfil do grupo no Instagram. De acordo com uma das integrantes do grupo Dinara Inês Hoffmann Orlando, desta vez pode participar do desafio até quem não pedala. “A ideia é convidar o máximo de pessoas para se cadastrarem como doadores de medula óssea. Esta ação irá ampliar o cadastro de doadores e aumentar as chances de encontrar um doador compatível”.

A campanha começou na última segunda-feira (26), com o cadastro das seis primeiras ciclistas na Unidade de Coleta e Transfusão (UCT) Hemocentro de Toledo que se voluntariaram. Nos próximos dias, as participantes do grupo Amigas do Pedal esperam reunir mais doadores voluntários. “Conhecemos as mães dessas crianças e nos sensibilizados com a histórias deles. Queremos ajudar e contamos com a ajuda de mais pessoas”, conta Dinara.

PEDALADAS – O grupo Amigas do Pedal tem cerca de 50 ciclistas. As primeiras pedaladas começaram no distrito de São Luiz do Oeste, em meados de 2015. Como grupo oficial as ciclistas se reúnem desde 2018. O objetivo é acolher as pessoas e transformar o ciclismo num estilo de vida. O grupo Amigas do Pedal reúne ciclistas de Toledo, Tupãssi e Cascavel. Sobre duas rodas elas percorrem as estradas da região e alguns trechos mais longos dentro do estado.

Além da adrenalina do esporte, as atividades sociais também fazem parte da rotina das ciclistas. No ano passado elas participaram da ação do grupo Coração Solidário, de São Luiz do Oeste que confeccionou almofadinhas de pescoço para o Hospital do Câncer de Cascavel (Uopecan).

VOLUNTÁRIO – Para ser um doador de medula óssea é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade; estar em bom estado geral de saúde; não ter doença infecciosa ou incapacitante; não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico. Algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, por isso cada caso será analisado.

O cadastro é feito na Unidade de Coleta e Transfusão (UCT) Hemocentro de Toledo. O doador deve apresentar um documento de identificação como RG, CPF, cartão SUS e comprovante de endereço. Será feita a coleta de uma amostra de sangue (10 ml) para a tipagem de HLA (exame de histocompatibilidade que identifica as características genéticas de cada indivíduo). Os dados do doador são inseridos no cadastro do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada.

Da Redação

TOLEDO