Por que vacinar para prevenir sarampo?

Dando continuidade a importância de manter a caderneta de vacina da criança ou do adolescente em dia, Nesta sexta-feira (6), o JORNAL DO OESTE mostra os motivos para vacinar contra o sarampo. Atualmente, no Brasil, a incidência encontra-se bastante reduzida em virtude das atividades do Programa de Erradicação dessa doença.

Em 1991, foram notificados 42.532 casos, representando um coeficiente de incidência de 29,1 por 100 mil habitantes. Em 1992, com a implantação do referido Programa, duas estratégias foram priorizadas: a realização da Campanha Nacional de Vacinação Contra o Sarampo e a implementação das ações de Vigilância Epidemiológica.

Com isso ocorreu significativa redução do número de notificações (7.934 casos, em 1992). No ano de 1993, a doença permaneceu sob controle, tendo sido notificados 6.814 casos. A seguir, foram notificados 4.934, 4.792 e 4.786 casos, em 1994, 1995 e 1996, respectivamente. O sarampo recrudesceu em 1997, praticamente em todo o país, sobretudo em São Paulo e algumas cidades do Nordeste. Essa epidemia caracterizou-se pelo deslocamento da faixa etária para menores de nove meses de idade e no grupo de 20 a 30 anos. Em 1998 e 1999, a situação voltou a ser controlada em virtude das intensificações vacinais que estão sendo executadas nos estados.

 

A DOENÇA – O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, transmissível e extremamente contagiosa, muito comum na infância. É transmitido diretamente de pessoa a pessoa, através das secreções nasofaríngeas, expelidas ao tossir, espirros, falar ou respirar. O período de incubação, geralmente, dura dez dias (variando de sete a 18 dias), desde a data da exposição até o aparecimento da febre, e cerca de 14 dias até o início do exantema.

 

TRANSMISSÃO – O período de transmissão do vírus é de quatro a seis dias antes do aparecimento do exantema, até quatro dias após. O período de maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e dois dias após o início do exantema.

A viremia decorrente da infecção provoca uma vasculite generalizada, responsável pelo aparecimento das diversas manifestações clínicas. Pneumonias, encefalites, otites médias, laringites, larinfotraqueobronquites, diarreias, dentre outras.

 

TRATAMENTO – O tratamento é sintomático, podendo ser utilizados antitérmicos, hidratação oral, terapia nutricional com incentivo ao aleitamento materno e higiene adequada dos olhos, da pele e das vias aéreas superiores.

As complicações bacterianas do sarampo são tratadas especificamente com antibióticos adequados para o quadro clínico e, se possível, com a identificação do agente bacteriano. Nas populações onde a deficiência de vitamina A é um problema reconhecido, a OMS e o Unicef recomendam o uso de uma dose elevada e única de vitamina A nas pessoas acometidas pelo sarampo e suas complicações, nos indivíduos com imunodeficiências, com evidência de xeroftalmia, desnutrição e problemas de absorção intestinal.

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