Programa de Revitalização da Viticultura Paranaense apoiará produtores de Toledo

O cultivo, o manejo, as tecnologias empregadas, a localidade e a qualidade do vinho produzido na região Oeste foram analisados em uma visita técnica realizada na quarta-feira (28), pelas coordenadoras estadual de Agroindústria e de Turismo Rural do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR) – Iapar-Emater.

A equipe visitou duas propriedades em Toledo e quatro no município de Palotina com a finalidade de conhecer as localidades que produzem vinho, sucos de uvas e derivados. A visita está relacionada ao Programa Revitalização da Viticultura Paranaense (Revitis) e foi acompanhada pela coordenadora estadual de Turismo Rural do IDR Terezinha Busanello Freire e pelo engenheiro agrônomo do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (Iapar-Emater), da regional local Célio Potrich.

“Nosso intuito era conhecer se as propriedades podem receber grupos de visitantes, se têm estrutura para disponibilizar um café colonial e qual o potencial turístico da região”, explica a coordenadora estadual de agroindústria do IDR Karolline Marques da Silva.

 

ESTÍMULO – Lançado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, o Programa Revitis é destinado a estimular a produção de uvas no Paraná. Iniciativa inédita no Estado, o programa está apoiado em quatro eixos: incentivo para a produção, a reorganização da comercialização, o desenvolvimento do turismo e o apoio à agroindústria.

O programa é uma parceria entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento, suas autarquias, as universidades e a iniciativa privada e prevê a autossuficiência da cadeia como resposta à falta de parreiras para atender a demanda da indústria local.

A ideia do Programa é fortalecer a produção de uva, suco e vinho e vai integrar os atores da cadeia produtiva da uva, capacitar produtores e reestruturar a rede estadual da pesquisa para a viticultura, além da promover o turismo relacionado à cultura da uva e derivados.

“Nessa visita reconhecemos um potencial de turismo com condição de receber visitante para conhecer a história daquela família, fazer a degustação dos vinhos e demais produtos derivados da uva e a ideia é acertar um produto genuinamente paranaense”, acrescenta Karolline.

 

PRODUÇÃO – No Paraná, falta uva para atender o aumento da demanda para a indústria instalada, cuja capacidade de processamento cresce todos os anos. Os produtores estaduais importam mais de 90% das uvas de mesa que utiliza para fazer sucos e vinhos coloniais e cerca de 84% das uvas para vinhos finos.

A coordenadora explica que a preocupação do Programa em fortalecer a produção e a qualidade da uva no Paraná. “Atualmente, a maior parte da uva utilizada para a fabricação do vinho no Estado é oriunda do Rio Grande do Sul, então o Programa vem para reforçar a tecnologia no cultivo e fortalecer os nossos produtores”, esclarece.

Com quatro anos de duração, o Programa também tem linhas de financiamentos e acompanhamento técnico para os produtores no sentido de auxiliar com variedades genéticas. Assim, eles poderão produzir mais e com mais qualidade em todas as regiões do Paraná. “Algumas ações pontuais já serão implantadas neste ano, por exemplo a legalização dos produtores para oferecer um produto seguro para o consumidor”, afirma.

Ao final da visita, Karolline avalia que os produtores têm grande potencial para o agroturismo. “Identificamos empreendimentos com conhecimento, técnicas e produtos de qualidade. Os produtores de Toledo se mostraram muito animados, abertos ao Programa e logo vamos ter algumas atividades de adequação dos espaços. Vamos resgatar a cultura do cultivo da uva e da produção do vinho e a história da colonização da região Oeste”, conclui.