Sedentarismo: o vilão da saúde que atinge a fase adulta

O sedentarismo ainda faz parte da vida de muitas pessoas. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aponta que da população de 18 anos ou mais de idade, 40,3% foram classificados como insuficientemente ativos. Para os padrões de saúde que mantém e elevam a qualidade de vida é preciso melhorar.

“Até 2017, eu costumava ir à academia e também gostava de correr”, conta a autônoma, Ana Carolina Freitas. “Mas em 2018, tive algumas mudanças em relação ao trabalho, comecei a trabalhar por conta própria e no ano passado já não consegui manter nenhuma rotina de atividade física”.

Ana Carolina está entre esses 40% classificados como insuficientemente ativos – pessoas que não praticaram atividade física ou praticaram por menos do que 150 minutos por semana considerando lazer, trabalho e deslocamento para o trabalho. Ao trabalhar em casa, até mesmo o trajeto para o emprego, que antes ela fazia a pé, deixou de fazer.

“Este ano eu tinha outros planos. Acredito que como muitas outras pessoas foi preciso ‘mudar a rota’ com a chegada da pandemia. Em abril e maio até tentei acompanhar lives de treinamentos que incentivavam a prática do exercício físico, porém não consegui manter uma rotina”, lamenta Ana Carolina.

DADOS – No Brasil, 47,5% das mulheres eram pouco ativas em 2019. Já os homens apresentaram uma taxa de 32,1%. Mais da metade (59,7%) das pessoas de 60 anos ou mais de idade era insuficientemente ativa, e o grupo de idade menos sedentário foi o de 18 a 24 anos de idade (32,8%), seguido do grupo de 25 a 39 anos (32,9%). Na PNS 2019, 34,2% dos homens com 18 anos ou mais praticaram o nível recomendado de atividade física no lazer, enquanto para as mulheres este percentual foi de 26,4%. No mesmo período, a média brasileira foi de 30,1%.

No âmbito doméstico, estimou-se que 15,8% dos adultos praticavam atividade física por no mínimo 150 minutos semanais, tais como faxina pesada ou atividades que requerem esforço físico intenso. Este indicador mostrou-se fortemente concentrado no público feminino, no qual 21,8% praticavam 150 minutos de atividade física nas tarefas domésticas, enquanto no público masculino foi de 9,1%.

ESTIMULAR A PRÁTICA – “O estímulo da atividade física deve iniciar ainda na infância”, destaca o profissional de educação física e personal trainer coach, Fábio Bento. “Quando as crianças e os adolescentes já iniciam essa prática, desde cedo eles são motivados a aprenderem a ter um estilo de vida melhor e no futuro já vai fazer isso, ou seja, será uma rotina comum e de necessidade praticar atividade física, um esporte”.

Para o profissional, os dados da pesquisa refletem uma realidade antes da pandemia. “Em 2020, temos outra perspectiva. Com todas as suas variações o treinamento e atividade física cresceu este ano. O treinamento, o movimento, a atividade física estão entre os principais padrões para manter a imunidade e com a pandemia essa necessidade ficou ainda mais evidente. Esse estímulo ficou mais claro neste período em que as pessoas passaram a ter mais consciência de que é preciso cuidar da saúde, isso está atrelado a prática de atividade física, manter bons hábitos de alimentação e deixar a saúde em foco”, conclui.

Da redação com informações da Agência Brasil