Servidores de Toledo iniciam 2022 em estado de greve

Com o slogan “resista, vem pra luta, essa conta não é nossa!”, o Sindicato dos Servidos Públicos Municipais de Toledo (SerToledo) permanece em estado de greve. A categoria reivindica reajusta salarial mais 5% de ganho real, manutenção da Cast e da Unimed, auxílio-alimentação de R$ 600, manutenção da atual Lei do ToledoPrev, entre outras solicitações. Uma live para esclarecer o estado de greve foi realizada na primeira semana deste mês.

De acordo com a secretária-geral do SerToledo Marlene da Silva, a mesa de negociação com a administração deve ser permanente. “A luta do servidor pelo reajuste salarial é sem a perda de dezembro, quando o prefeito retira os 4,5% do ano de 2021”.

A responsável pela pasta do financeiro do Sindicato Antônia Aparecida Martins de Lima Andrade explica que os servidores se uniram e participaram das discussões na Câmara de Vereadores de Toledo. “Com as lutas dos servidores, fomos ao Legislativo para tentar segurar a votação, porque o gestor desejava que ela acontecesse com emergência. Com a força dos servidores e do SerToledo, nós conseguimos que essa votação fosse realizada somente em dezembro”.

Antônia complementa que com a lei extinta, a expectativa dos servidores é receber o salário deste mês ainda com 4,5%. Também esperamos que o prefeito cumpra com o prometido que faria uma conta separada para devolver o dinheiro que estava sendo retirado”.

A data-base dos servidores é em março e a expectativa da categoria é receber o valor da inflação. “Não é só por conta do salário, mas também porque o custo de vida aumentou muito, pela condição de trabalho, por falta de pessoal, enfim. Desejamos não ser interpretados que o nosso estado de greve é só por causa de dinheiro, porque não é. As condições de trabalho para cada setor são fundamentais”.

PAUTAS – A secretária de Comunicação Vanessa Fabiana afirma que a categoria possui diversas pautas, as quais são definidas durante Assembleia com os servidores. Entre as reivindicações já citadas, Vanessa ainda destaca a falta de profissionais de maneira geral. Segundo ela, a Educação está prestes a retornar no próximo mês e as contratações acontecem de maneira lenta. “Além disso, a área da saúde também está defasada; faltam Equipamentos de Proteção Individual (EPI), condição de trabalho, estrutura, enfim. As nossas pautas são diversas”.

Outros pontos de pautas do SerToledo citado por Vanessa estão relacionados a Reforma da Previdência, a condição de trabalho e a valorização profissional. Na oportunidade, o secretário da Saúde do Trabalhador e Segurança do Trabalho, Marcos André Portela, cita que manteve o diálogo com os Agentes de Combate e Endemias (ACEs) e, segundo ele, foi uma conversa esclarecedora. “Tivemos com os servidores e o assessor Jurídico do Sindicato conversou sobre a ação movida contra o Município em favor do pagamento de insalubridade”.

Portela explica que a falta do pagamento de insalubridade acontece em outros setores de Toledo e “o Município não reconhece que determinada base receba a insalubridade”. Na live, ele ainda destacou as condições de trabalhos dos servidores e falta de EPIs. “O Sindicato cuida muito com o que passa para o servidor. Nós temos a responsabilidade e o compromisso de lutar pelo servidor, mas de maneira correta”.

MOBILIZAÇÃO – A secretária-geral do SerToledo Marlene solicita que a categoria se mantenha mobilizada e todos os servidores em estado de greve. “Conforme a Assembleia, a mesa de negociação deve ser retomada de maneira imediata. Aguardamos a resposta dos ofícios para dar um retorno para a categoria”.

Marlene enfatiza que caso o prefeito não atenda a solicitação do oficio, “possivelmente, iniciamos o ano letivo com possibilidade de greve, o que é ruim para a população e para o servidor público”.

Ela ainda complementa que quando um gestor não está aberto ao diálogo ou todas as tentativas de diálogo são negadas pela gestão principal, “não temos outra alternativa a não ser entrar em greve”, finaliza a secretária-geral do SerToledo.

Da Redação

TOLEDO