Setor de Endemias realiza novo Liraa e pede colaboração da população

O tempo quente é o mais adequado para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zica e chikungunya. Apesar da falta de chuva, as equipes de Endemias têm encontrado criadouros de larvas nos imóveis durante as visitas rotineiras. Lixo nos quintais, entulhos e restos de móveis jogados nos lotes podem se tornar um grande atrativo para os mosquitos e colocar uma comunidade inteira em alerta.

Além das visitas rotineiras, o município faz um monitoramento dos bairros para identificar o índice de infestação de dengue e com isso intensificar as ações de combate. A terceira edição do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (Liraa) começa hoje (1º), com a visitação de cerca de 1.800 imóveis em Toledo. Até a próxima sexta-feira (3), os agentes de Endemias vão vistoriar os quintais e lotes, orientar a população e esclarecer dúvidas sobre os cuidados para evitar a dengue.

“Nossas equipes têm um trabalho muito intenso pela frente e contamos com a colaboração da população. Por conta do período de seca não deveríamos encontrar larvas, mas ainda encontramos muitos criadouros. Há muito lixo e entulho jogado de qualquer jeito, principalmente em loteamentos novos. Pedimos que a população tenha mais cuidados”, enfatiza a coordenadora do setor de Endemias de Toledo, Lilian Fátima Konig.

PESQUISA – Junto com o Liraa será realizado um censo dos animais domésticos. A coordenadora explica que essa ação é inédita no município e tem como finalidade estimar o número de cães e gatos na cidade. “Essa ação é importante porque as zoonoses, doenças infecciosas transmitidas entre animais e pessoas, também fazem parte do trabalho do setor de Endemias”.

Este censo será realizado em parceria com Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), campus Toledo, com o Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais e com a Coordenação de Defesa e Proteção Animal da secretaria do Desenvolvimento Ambiental e Saneamento.

“Existem animais que vem de outras cidades e é preciso ter cuidados com relação as doenças. Será um censo com característica de pesquisa. Posteriormente, a PUC vai documentar as informações e repassar os dados para o setor de Endemia”, afirma Lilian ao complementar que os agentes participaram de uma capacitação para esse censo. “Eles são os únicos profissionais que têm acesso a todos as casas e estão preparados para repassar todas as orientações para a população”.

MONITORAMENTO – A coordenadora de Endemias Lilian Fátima Konig reforça que o descuido com o lixo nos lotes e quintais também podem atrair outro problema para o município: a presença de escorpiões. O monitoramento da dengue é o ‘carro-chefe’ do setor de Endemias, mas os profissionais também acompanham as notificações de escorpião. “Neste ano já tivemos dois casos de escorpião-amarelo em Toledo, um no Jardim Coopagro e outro no Jardim Bressan, além de duas notificações no interior, uma em Concórdia do Oeste e outra em Novo Sarandi. Nestes casos, os animais não eram venenosos, mas preocupa todos nós”.

Em caso de notificação de escorpião, Lilian explica que a pessoa precisa levar o animal para a Vigilância (vivo ou morto). O escorpião será enviado para análise no Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen-PR) para identificar o índice de infestação. “Além disso, o local onde o animal foi encontrado passa por uma vistoria completa e um bloqueio”.

CONSCIENTIZAÇÃO – Apesar do trabalho de vistoria dos agentes de Endemias, a colaboração da população é imprescindível para combater a dengue e evitar a presença de animais peçonhentos. Lilian lembra que é dever de todos cuidar do seu espaço e dar a destinação correta do lixo, sem deixá-lo jogado nos quintais e lotes.

“Precisamos que a população se conscientize sobre os cuidados. Temos vários pontos espalhados pelo município para o descarte de móveis e volumosos. Esses materiais não podem ficar jogados de qualquer forma porque podem ser locais para proliferação do mosquito da dengue e outros animais. Estamos no início do período epidemiológico da dengue e sem casos confirmados da doença. Para continuar com um cenário bom é preciso a colaboração de todos”, finaliza.

Da Redação

TOLEDO