Testagem contínua em idosos de Instituições de Longa Permanência visa evitar surto de Covid-19

Em julho, a 20ª Regional de Toledo recebeu a Circular nº 41, enviada pela Secretaria da Saúde do Paraná, com orientações para a implementação das medidas de prevenção, controle e testagem para Covid-19 nas Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs). O Estado atualizou essa normativa e recomenda a realização dos testes nas 450 instituições de longa permanência para idosos para evitar novos surtos da doença.

“Estamos seguindo a Norma Orientativa n. 41”, afirma o chefe da 20ª Regional de Saúde de Toledo, Alberi Locatelli. “Foi realizado o primeiro ciclo no final de agosto, começo de setembro. No momento, já estamos realizando o segundo ciclo. Importante ressaltar a participação das secretarias municipais de Saúde”.

Conforme Locatelli, dados de agosto apontam que na área de abrangência da 20ª Regional de Saúde, tinha 11 ILPIs, com 272 residentes e 203 colaboradores. Ele explica que todo o quadro funcional das instituições é testado para garantir mais segurança aos idosos que são do grupo de risco.

“Os testes é uma parte do trabalho. Além dos exames existe o acompanhamento dos idosos. Com os sintomáticos é feito o serviço de monitoramento diário por telefone e quando necessário presencial”, reforça o chefe da 20ª Regional de Saúde.

 

GERAL – A atualização da normativa destaca a importância das instituições estabelecerem um cronograma para os exames visando à identificação precoce da presença do vírus, além da utilização das medidas de prevenção e controle de forma intensiva. Devem participar deste novo ciclo cerca de dez mil idosos que moram nas instituições e perto de seis mil profissionais que atuam nos locais. A recomendação é para que todos façam o exame, mesmo que já tenham sido testados no primeiro ciclo disponibilizado no início de julho.

A Nota Orientativa também pontua que, diante das características dos residentes nas ILPIs, a identificação do primeiro caso de Covid-19 já deve ser considerada como surto desencadeando imediatamente todas as ações de atenção e vigilância necessárias. Tais características favorecem a transmissão do vírus, pois a atenção aos moradores deve ser contínua e prestada por trabalhadores que se revezam em turnos de trabalho, muitas vezes intercaladas com atuação de outras instituições ou mesmo serviços de saúde.

 

MONITORAMENTO – A Sesa recomenda que quando for detectado resultado positivo no RT-PCR, seja de residente ou trabalhador, deve-se seguir com a testagem semanalmente até que todos tenham resultados negativos por duas coletas consecutivas. Em caso de confirmação, os residentes com suspeita devem permanecer em isolamento e os trabalhadores devem ser afastados. As instituições que não apresentarem casos positivos após a testagem de todos os idosos e profissionais devem seguir com o rastreio com RT-PCR dos trabalhadores a cada 15 dias.

 

LAR DOS IDOSOS – A Associação Promocional e Assistencial de Toledo (APA) – Lar dos Idosos – até o momento não registrou nenhum caso positivo de Covid-19 nos residentes. Desde o início da pandemia, o Lar registrou testes positivos em colaboradores que de imediato foram afastados das funções. Essa agilidade na realização dos exames permitiu mais segurança para todos.

“Atualmente, o Lar tem 18 residentes, devido à pandemia não foi possível acolher mais idosos. Para que isso aconteça, antes será preciso finalizar as obras de ampliação”, explica a coordenadora da APA Ester Rossol. “Na nova estrutura iremos contar com o espaço de isolamento, para que o Lar possa acolher um novo residente, antes essa pessoa precisa ficar em isolamento, para depois manter convívio com os demais”.

Ester pontua que o cronograma de testes está sendo seguido com comprometimento. Ela destaca que os colaboradores sabem a importância em manter elevado o padrão de saúde para que os residentes da casa possam continuar bem e tendo qualidade de vida.

 

O DISTANCIAMENTO – “A rotina de exames é uma prática importante e necessária que traz mais tranquilidade em cada resultado negativo. Esse isolamento tem refletido nos residentes. Afinal, deixamos de receber visitas e antes, constantemente, grupos de voluntários desenvolviam diversas atividades com eles. Com as restrições da pandemia tudo isso mudou. Nós, como equipe de trabalho, buscamos melhor atender essa demanda, fazemos chamadas de vídeo para os familiares dos residentes, o ‘banho de sol’ para que possam ver a movimentação das ruas, entre outras atividades, tudo para mantermos a qualidade de vida dos residentes”, enfatiza a coordenadora.

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