Toledo aplicou 22,6% das receitas em saúde no primeira quadrimestre

A Secretaria de Saúde apresentou, na última sexta-feira (28), os dados de atendimento e investimentos no setor durante o primeiro quadrimestre de 2021. As informações foram repassadas à Comissão de Saúde e Seguridade Social da Câmara de Vereadores. Nos primeiros quatro meses, Toledo aplicou 22,60% das suas receitas no setor, totalizando R$ 48,3 milhões. O valor representa R$ 338,11 por habitante.

Uma novidade na apresentação produzida pelo Departamento de Gestão em Saúde é o destaque para a oferta e produção de serviços públicos na rede assistencial própria, contratada e conveniada, somando esses dados com os indicadores de saúde da população em seu âmbito de atuação. “É a primeira vez que apresentamos, de forma detalhada, separando o que é realizado dentro das estruturas próprias Secretarias de Saúde, ou por meio de contratação ou convênio com entidades e prestadores de serviços”, comentou a secretária de Saúde, Gabriela Kucharski. 

Sobre o atendimento Covid-19, a pandemia impactou nas receitas e os valores recebidos no primeiro quadrimestre de 2020 foram de R$ 10.140.657,20. Já nos quatro primeiros meses de 2021, estes valores somaram R$ 8.792.334,67 totalizando uma queda de 13,30%. “Foi preciso remanejar pessoal para atendimento nas unidades sentinela [unidades básicas de saúde apenas para pacientes com sintomas gripais] e para o Mini Hospital [Pronto Atendimento Municipal Doutor Jorge Nunes]”, explicou. 

Isso justifica uma pequena diminuição nos atendimentos na Rede de Atenção Primária no início de 2021. Foram realizadas 48.381 consultas médicas, enquanto no mesmo período em 2020 os procedimentos totalizaram 48.520. “Essa queda se deve ao início da pandemia. Tivemos a partir de março do ano passado, unidades básicas de saúde transformadas em referência para atendimento de pacientes com sintomas gripais e com suspeita de Covid-19”, explica a secretária de Saúde, Gabriela Kucharski. Em contrapartida, as consultas de enfermagem aumentaram em 22,13%, chegando a 16.920 atendimentos frente aos 13.854 do mesmo período do ano passado.

Os recursos ficaram distribuídos em R$ 4.240.429,52 (9%) para o apoio administrativo, atenção primária em saúde R$ 22.174.159,20 (46%), atendimento hospitalar e ambulatorial R$ 19.872.334,14 (41%), Vigilância em Saúde R$ 978.429,37 (2%) e Vigilância Epidemiológica R$ 964.121,68 (2%).

Horas extras

O aumento do atendimento, em especial no PAM/Mini Hospital e unidades de atendimento exclusivo para pacientes sintomáticos, além de alguns atendimentos intensificados com a pandemia, se refletiu no pagamento de serviços extraordinários. Em relação ao primeiro quadrimestre de 2020, os pagamentos de horas extras chegaram a R$ 1.404.353,52. Em 2021, nos quatro primeiros meses houve um crescimento de R$ 121.758,96. Os recursos foram usados para o pagamento de plantões de pediatria e clínico geral, escala de enfermeiros e técnicos de enfermagem, técnicos de radiologia, técnicos de farmacêuticos e técnicos de enfermagem na Farmácia Comunitária da Vila Pioneiro (sábados e domingos), assistentes em administração da Central de Especialidades para agendamento de consultas e exames na semana de abertura de vagas CISCOPAR, equipe para unidades de atendimento aos sintomáticos respiratórios, equipes para vacinação contra COVID-19 e Influenza, fiscalização do cumprimento de medidas de combate ao COVID-19 e atendimento de acolhidos na casa abrigo para menores.

Gastos com veículos

Um dos dados que chamou a atenção em comparação com o ano passado foram os gastos com a frota da Secretaria de Saúde. Em combustível, por exemplo, os valores saltaram de R$ 177.406,09 em 2020, para 187.037,80 no primeiro quadrimestre deste ano. “Aumentamos consideravelmente as transferências de pacientes, com frota própria, para cidades da região, em especial para atendimento de pacientes com coronavírus, isso sem contar o próprio aumento dos valores de combustíveis”, explica Gabriela. Outra situação foi a limitação do número de pessoas reduzidas em cada veículo. “Nosso transporte para Cascavel teve que reduzir em 50% sua lotação em cada carro, nos obrigando, em alguns casos, a colocar mais veículos para transportar a mesma quantidade de pacientes”, frisa.

Da Prefeitura de Toledo-PR