Toledo Contra a Covid: Atendimento presencial segue até esta sexta-feira

Para reduzir a pressão sobre o sistema de saúde tanto público quanto privado, que está no limite com a pandemia, um grupo de empresários, médicos e colaboradores idealizaram a campanha ‘Toledo Contra a Covid’. As ações completaram um mês na última segunda-feira (12). Mais de mil pessoas foram atendidas e os coordenadores afirmam que o objetivo foi cumprido. Diante dos resultados positivos, a campanha encerra esse modelo de trabalho nesta sexta-feira (16), no ginásio da Universidade Paranaense (Unipar), campus Toledo.

O sistema de Saúde estava em colapso e os profissionais não observavam uma saída em curto prazo. De acordo com um dos coordenadores da campanha Edésio Reichert, os organizadores estão felizes com os resultados preliminares atingidos. “Nós observávamos que havia um desespero tomando conta na sociedade e em todas as esferas. Observamos o início de uma ação dias antes em Cascavel e decidimos organizar a campanha em Toledo”.

O acordo inicial era que o atendimento no local seguisse até o dia 31 de março. Mas, em um diálogo, a campanha seguiu na primeira quinzena deste mês. “Os atendimentos diminuíram e, por isso, a estrutura do ginásio será desmontada”, comenta Reichert.

A campanha vai continuar com a entrega de medicação gratuita e a liberação do exame para quem apresentar sintoma entre três e sete dias. Os detalhes práticos começaram a ser definidos na terça-feira (13).

ATENDIMENTOS – Entre os dias 5 e 12 de março, os médicos atenderam até 50 pessoas por dia. “Muitas pessoas apresentavam os sintomas, estavam angustiadas e procuraram o auxílio do profissional na campanha. Elas sentiam os reflexos da doença”, afirma Reichert ao complementar que com o passar dos dias, os atendimentos diminuíram.

Até a última segunda-feira (12), mais de 1.070 pessoas diretas receberam as orientações e o tratamento dos profissionais. Indiretamente, a expectativa é que esse número ultrapasse três mil pessoas. “Sempre na consulta os médicos questionavam a quantidade de pessoas que o paciente convivia. Com isso, a medicação era receitada para elas, além das orientações”.

Antes de assinar o Termo, o profissional repassava ao cidadão todas as orientações quanto aos cuidados preventivos e a importância do isolamento e do distanciamento social. Neste momento, os colaboradores estão ligando para os pacientes atendidos e, até segunda-feira (12), somente uma pessoa necessitou de internamento; as demais melhoraram.

Além disso, na primeira semana, o formulário de notificação foi entregue na Vigilância Epidemiológica de Toledo. “Cada um era preenchido com todos os dados. Entre o final de segunda e início da terceira semana, um computador foi instalado no ginásio e uma senha foi criada para a campanha e conseguíamos lançar cada notificação no sistema”.

De maneira geral, as ações surpreenderam a todos, desde o engajamento dos médicos até dos colaboradores. “Nós percebíamos a gratidão de cada paciente. Ele chegava no local angustiado e ao final gostaria de nos dar um abraço, mas ainda não era possível”, pondera Reichert.

Diante da situação, ele pondera que a decisão dos organizadores foi assertiva. “Nós não somos irresponsáveis em afirmar que a campanha ‘Toledo contra a Covid’ é a única responsável pela queda do número de casos, e sim, nós temos a convicção que colaboramos para a redução de casos e para a não proliferação do vírus”.

ACREDITAR – O médico e presidente da Associação Médica de Toledo (AMT) Nilson Fabris destaca que a diminuição do número de casos também está relacionada a confiança das empresas em que aderiram à campanha e de várias pessoas que doaram recursos financeiros antes mesmo do projeto estar em andamento. “A campanha e as demais ações das autoridades impactaram nos casos e nos encaminhamentos para os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs)”.

Fabris pontua que as instituições envolvidas não pretendem desarticular, totalmente, a campanha. “Ações pontuais serão efetivadas, como distribuir medicamentos, fornecer exames gratuitos aos sintomáticos e apresentar esclarecimentos sobre a Covid. A pandemia não acabou e o distanciamento precisa ser mantido, assim como o uso de máscaras”.

A iniciativa foi da Associação Comercial e Empresarial de Toledo (Acit), da Associação Médica de Toledo (AMT) e da Universidade Paranaense (Unipar) que buscam esforços para conter o avanço da pandemia no município.

Da Redação

TOLEDO