Toledo registra filas de caminhões no perímetro urbano para descarregar insumos

Caminhões carregados de soja e milho formam longas filas nas imediações da empresa BRF aguardando para descarregar os insumos. No auge da safra, a cena se repete por vários dias em Toledo. No local, caminhões brasileiros e paraguaios dividem o espaço com os demais veículos e pedestres que transitam pela região.

Na tarde da última segunda-feira (15), a equipe do JORNAL DO OESTE visitou a região e conversou com alguns motoristas que estavam parados no local. Três profissionais, que preferem não ser identificados, relataram as dificuldades que enfrentam quando chegam na unidade da empresa em Toledo.

Segundo eles, o tempo de espera para descarregar o caminhão tem sido de, aproximadamente, dois dias. Durante este período, eles aguardam na rua sem estrutura de apoio.

“Não tem um pátio para os motoristas com banheiros adequados, bebedouro, um local com um pequeno conforto. Temos que ficar no sol e na chuva. Só tem dois chuveiros para atender a todos e instalaram um banheiro químico aqui fora, mas que não recebe manutenção há dias, impossível de usar. É uma situação muito difícil”.

PREJUÍZOS – Além das dificuldades de apoio no local, os motoristas relatam que o tempo de espera para descarregar os insumos acarreta em prejuízo. “Tempo parado é dinheiro perdido. Não podemos ficar dois dias esperando para seguir viagem. Nós que trabalhamos por comissão, esse tempo parado é prejuízo”, comentam.

Com mais de 15 anos de experiência na estrada, os motoristas salientam que em outras empresas já trabalharam com agendamento para descarregar os insumos, mas que na BRF de Toledo a demanda é por ordem de chegada. “Isso nos deixa em uma posição difícil, pois não sabemos quando seguiremos a nossa viagem”.

SUGESTÃO – No diálogo com os motoristas, eles pedem mais atenção do Poder Público para a região da empresa, uma vez que as filas de caminhões acabam adentrando os bairros Jardim Panorama e Vila Pioneiro. “A Câmara de Vereadores teria que fazer um estudo para melhorar essa região. A empresa está dentro da cidade e a circulação de caminhões é grande nesta época do ano. Com essa demora para descarregar os insumos não temos onde estacionar e, por isso, temos que parar as margens da rodovia ou então nas ruas do bairro. Se tivéssemos um pátio com ponto de apoio a realidade seria um pouco diferente”, reforçam.

Sobre as reivindicações dos motoristas, o JORNAL DO OESTE fez contato com a assessoria de imprensa da empresa e até o fechamento desta edição não teve retorno. Por conta do feriado de Carnaval, a redação fará contato novamente nesta quarta-feira (17) em busca de respostas sobre a demora em descarregar os caminhões e sobre a possibilidade de construir um pátio de apoio aos motoristas.

Da Redação

TOLEDO