Toledo tem alto índice de testagem de pacientes sintomáticos

O número de pessoas confirmadas com COVID-19 em Toledo segue aumentando. Nesta quinta-feira (27), foram acrescidos mais 639 casos ao boletim epidemiológico e este crescimento se deve ao número de testes realizados no município. Desde o início de janeiro até agora, os dados já apontam 4752 pacientes, o maior número registrado em um único mês desde o início da pandemia. 

O primeiro mês de 2022 apresentou, até o momento, uma média de 182,77 casos por dia. Se comparado ao mês de dezembro, com 1,64 confirmações diárias, o aumento é de 11.009,5%. “Temos alguns fatores que contribuem para este número. Existe bastante testagem em nosso município. As grandes empresas têm realizado exames periodicamente em seus colaboradores e dos pacientes atendidos no Sistema Único de Saúde (SUS) muitos também fazem os testes. Com isso, evitamos, ou pelo menos diminuímos bastante, a subnotificação de casos”, explica o diretor-geral da Secretaria de Saúde, Fernando Pedrotti. 

Tomando como base a quarta-feira (26), 52% dos pacientes foram testados, pois apresentavam sintomas que indicavam infecção por coronavírus. Para exemplificar, somente na SE04 (que se encerra no próximo sábado) já foram coletados 969 exames, com 50,63% de positividade. “Estes foram feitos com os chamados testes de antígeno, com resultado saindo poucos minutos após a coleta”. A adoção do teste rápido ocorreu por solicitação da Secretaria Estadual de Saúde (SESA) que orientou aos municípios a coletar os exames do tipo RT-PCR (usado para identificar, além da COVID-19, infecções por vírus como Zika, Ebola, H1N1) somente em casos graves e pacientes internados. 

“Neste momento, os casos que aparecem em nosso boletim epidemiológico no quadro ‘Em Análise’ são os RT-PCR. Alguns coletados ainda na semana passada e aguardando retorno do Laboratório Central do Estado (LACEN)”, explica Pedrotti. Na SE03 (16 a 22 de janeiro), os RT-PCR totalizaram 855 coletas, das quais 376 ainda aguardam resultado. “Já na SE04 foram apenas 32 e nenhum resultado disponível até o momento”, completa. 

Se dentro deste cenário é possível apontar um fator positivo, a quantidade de casos graves é um deles. Dos mais de 4 mil positivos, apenas 4 necessitaram de unidade de terapia intensiva (UTI), isso representa 0,1%. “O que nós observamos é uma diminuição considerável nas evoluções para situações mais graves e também para os óbitos. Até o momento, em janeiro, foram apenas dois confirmados. “Isso se deve à proteção oferecida pelas vacinas, até porque acreditamos que ainda tenhamos circulação da variante Delta, que apresenta mais gravidade para os pacientes contaminados”, conclui.

Na Macrorregional Oeste, no boletim da quinta-feira (27), dos 187 leitos exclusivos para pacientes com COVID-19, 47,1% estão ocupados, totalizando 88 pacientes. 

Da Prefeitura de Toledo-PR