Uma paixão por essa arte: a delicadeza e a força do Ballet


Hoje com a sua sócia, Sabrina possui uma escola e é professora

O corpo de Sabrina Cristine Gatto dança desde muito pequena. Começou dançando para a família. Mas foi aos nove anos que teve o seu primeiro contato com a arte na escola. Ela teve o privilégio de estudar em uma escola que realizava festival de dança e atividade cultural. Além disso, a dança fazia parte da disciplina de Educação Física.

A cantora Britney Spears foi a inspiração para Sabrina nas danças escolares. Ela recorda que amava assistir os videoclipes e aprender as coreografias com as suas amigas. “Gostava muito dos figurinos e da complexidade das coreografias. Não tínhamos internet, ensaiávamos com fita cassete na garagem de casa ou no pátio da escola”.

Ainda naquela época, Sabrina participou de inúmeras apresentações, desde os festivais na escola, eventos, mostras de dança, projeto interinstitucional e de extensão.

ENCANTAMENTO – Aos 14 anos, Sabrina iniciou os seus estudos em uma escola de dança e cursou Jazz por dois anos. Neste período, ela teve contato com aulas de Ballet. “Por ser mais complexo e completo, as aulas de Ballet eram uma forma de superação para mim”.

Pouco tempo depois, o Ballet se tornou uma paixão para Sabrina. Ela passou a acompanhar as aulas de todas as turmas (infantis até as adiantadas). “Ficava encantada com as crianças e com a evolução das turmas. Minha professora Silvana Santos me incentivou muito. Com a sua instrução, comecei a auxiliar nas turmas infantis e nas apresentações”.

Ao ingressar na faculdade de Educação Física, Sabrina passou a integrar a Cia Unipar de Danças, projeto de iniciação artística, que abriu muitos caminhos para a sua vida profissional. “Foram cinco anos como bailarina da Cia e um ano como coordenadora do projeto”. Neste período, Sabrina começou a atuar como professora de Ballet na cidade de Vera Cruz do Oeste (2007).

SONHO – A vida de Sabrina está atrelada a dança. O Ballet encanta com a sua delicadeza, leveza e beleza. E quem vê uma apresentação nem imagina todo o esforço, treinos e ensaios que os bailarinos fazem para aperfeiçoar a técnica.

Hoje Sabrina tem 33 anos e, atualmente, ela é professora de Ballet Clássico em sua própria escola. Ela com a professora Silvana, aquela que a incentivou ainda quando jovem a seguir essa arte, decidiram realizar esse investimento.

“O que mais me emociona na dança é ver a evolução dos meus alunos, e saber que posso fazer parte da vida deles de forma positiva e saudável. Já vivi muitos momentos memoráveis, como o primeiro espetáculo que produzi sozinha em 2007; primeiro espetáculo no Teatro Municipal em 2014; fundação do NAD em 2018 e aprovação de alunos para o Festival de Dança de Joinville”, recorda a professora.

Apesar dos bons momentos, Sabrina revela que “viver da dança não é fácil devido à falta de valorização dos profissionais. Como em qualquer profissão, estudamos e investimos muito na nossa formação”.

Ela conta que sempre busca aperfeiçoar o seu conhecimento em dança. “Infelizmente algumas pessoas possuem uma visão equivocada das aulas de dança. Seja como lazer ou como atividade de formação, o correto seria que todos os professores de dança tivessem formação acadêmica e artística. Assim, eles poderiam desenvolver um bom trabalho, proporcionar para os alunos os benefícios da prática e apagar essa imagem negativa de que dança é ‘brincadeira/recreação’”.

O sonho de Sabrina já foi realizado. “O meu maior desejo era ter a minha escola e já é realidade. Espero continuar, crescer profissionalmente e fazer parte do crescimento de muitos alunos que ainda passarão por mim”, finaliza a professora.

Da Redação

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