UTI Neonatal do Bom Jesus tem 100% de ocupação

A UTI Neonatal da Associação Beneficente de Saúde do Oeste do Paraná (Hoesp) – entidade mantenedora do Hospital Bom Jesus – está com 100% de ocupação. O aumento de partos prematuros tem refletido na lotação desses leitos.

“Neste último mês estamos enfrentando essa situação de ocupação em 100% dos leitos da UTI Neo do Bom Jesus”, cita a superintendente da Hoesp, Zulnei Bordin. “Houve um aumento expressivo de trabalho de parto prematuro. Estamos com os 11 leitos ocupados”.

Zulnei explica que a média de ocupação do leito é de aproximadamente 20 dias. “Geralmente, um bebê prematuro necessita dos cuidados prestados pelo período de 15 a 30 dias, dependendo do caso. A média de tempo no leito, quando a criança é prematura, é mais duradoura”, relata ao mencionar que bebês com mais de 30 dias de vida se enquadram na UTI Pediátrica.

FILA DE ESPERA – Na manhã de quarta-feira (31), havia uma gestante em trabalho de parto prematuro que já estava na fila de espera. Zulnei pontua que nesses casos, antes do nascimento do bebê a Central de Leitos já é acionada para que sinalize o hospital com disponibilidade, visto que essa situação não está ocorrendo apenas na 20ª Regional de Saúde, mas no Estado.

“Quando temos uma gestante em trabalho de parto prematuro, isso já indica que o bebê irá precisar de um leito de UTI Neo, ‘clicamos’ na transferência de gestante, pois é melhor que a criança já venha a nascer no hospital que tem a vaga disponível. Contudo, nem sempre isso é possível, o bebê acaba nascendo aqui e extrapola o número de leitos disponíveis”, declara a superintendente do Bom Jesus ao acrescentar que, no momento, a equipe que atua na UTI Neonatal está completa, entretanto, quando acontece alguma situação adversa (atestado, afastamento) encontra dificuldades para cobrir devido à falta de profissionais na área da saúde neste período de combate a pandemia.

Não é possível traçar um indicativo de local para a liberação de um leito, pois a vaga pode surgir em qualquer região do Estado. Segundo o chefe da 20ª Regional de Saúde, Alberi Locatelli, leva-se em torno de 16 horas para transferir, “no momento de pico como atual, se for somente prematuros de 1 a 3 dias em média, porém se tiver comorbidades que restringe as buscas, demora mais”, disse ele, ressaltando existirem “épocas com quantidades maiores e outros períodos o hospital de referência local suporta”.

PARTOS PREMATUROS – Entre as justificativas para a ocupação em 100% da UTI Neonatal do Bom Jesus está o aumento de partos prematuros. “Não é a primeira vez que ocorre esse índice de ocupação devido o alto número de partos que acontecem em um determinado período, com vários partos de riscos, principalmente prematuros, que acabam necessitando de UTI Neonatal”, aponta Locatelli.

A superintendente da Hoesp, Zulnei Bordin, reforça a importância de a gestante fazer corretamente o pré-natal e que esses atendimentos sejam de qualidade. “É fundamental que todos os procedimentos que envolvem o pré-natal sejam devidamente realizados e que ocorram com qualidade. A ida ao obstetra é a saída que a gestante não pode deixar de fazer. Um bom pré-natal pode evitar um trabalho de parto prematuro, bem como outros problemas com o nascimento de um bebê prematuro”, alerta.

UTI Neonatal do Bom Jesus: um ‘útero’ fora da mamãe

A UTI Neonatal da Associação Beneficente de Saúde do Oeste do Paraná (Hoesp) – entidade mantenedora do Hospital Bom Jesus – iniciou as atividades, em 1999, com seis leitos. São mais de 21 anos de assistência aos pequenos que nasceram prematuros ou tiveram algum tipo de complicação.

No ano de 2014, passou por uma ampliação e colocou em funcionamento dez leitos. A última reforma ocorreu em 2019; um projeto do Rotary Club Toledo Lago viabilizou a aquisição de equipamentos para instalação do 11º leito da unidade. A UTI Neonatal do Bom Jesus é a única da 20ª Regional de Saúde, ou seja, atende os 18 municípios da área de abrangência.

Uma UTI Neonatal bem equipada permite que os bebês tenham mais chances de sobrevivência, além de reduzir as possíveis sequelas e isso gera impacto na rotina dessas famílias. Os bebês internados são monitorados por aparelhos e por muito amor. A unidade conta com pediatras, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas que prestam cobertura nas escalas de plantões.

A estrutura física, da UTI Neonatal do Bom Jesus, é pequena, mas é grandiosa em amor e cada vez mais próxima em concretizar o sonho de possibilitar maior complexidade na assistência hospitalar dos recém-nascidos. A unidade conta com o apoio de voluntários, projetos da comunidade e amor dos profissionais da equipe multidisciplinar. Cada bebê que ocupa um leito representa a vida de uma mãe, o sonho de um pai, a esperança de uma família inteira.

Da Redação

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