Verão aumenta incidência de cobras em áreas urbanas

Com as temperaturas mais altas registradas nesta estação, os animais ficam mais ativos e, principalmente, aqueles que dependem da temperatura do ambiente para regular a temperatura do corpo, como as serpentes.

De acordo com chefe regional do Instituto Água e Terra (IAT) Taciano Cesar Freire Maranhão, essa época do ano aparecem mais cobras na área urbana. As pessoas percebem mais a presença desse animal, principalmente, quem reside em chácaras, condomínios próximos a matas ou pastagens e, como consequência, do desmatamento.

Neste começo de ano, a equipe do Instituto Água e Terra já atendeu em média 50 ocorrências em Toledo e na região. Em média, 90% dos répteis capturados são identificados como cobra d’água ou verde. “Isso ocorre devido ao clima quente. No inverno, a cobra possui uma atividade mais lenta. Nesta época do ano, as cobras também se alimentam ativamente, se locomovem em busca de abrigos”.

ORIENTAÇÃO – Maranhão orienta que ao manter contato com o Instituto, a cobra deve estar ainda visível ao cidadão. “Às vezes, nos deslocamos no endereço sugerido, no entanto, não encontramos o animal. Nós pedimos que a pessoa observe de longe até chegarmos para realizar a captura”.

Nesta semana, nas redes sociais, uma moradora de Toledo fez um alerta para quem reside no bairro Santa Clara IV nas mediações da reserva da rua Amélia Gasperin. Segundo a moradora, naquela região estão aparecendo cobras.

Maranhão recomenda que a população mantenha todos os cuidados e sempre procure por auxílio de um profissional. “Além disso, as crianças devem ser mantidas em segurança e longe destes animais”.

Ele enfatiza que a cobra verde é considerada urbana, consome ovos de pássaros e possuem capacidade de subir em árvores. Porém, o profissional revela que o cuidado será sempre a atitude correta. “A frequência de cobras peçonhentas na área urbana é baixa. Entretanto é preciso ter cautela, porque existem muitas obras próximos de matos. Por sua vez, os animais não têm um local para fugir, se acomodam na região e em alguns momentos ficam mais visíveis para a sociedade”.

Da Redação

TOLEDO