Vereadora afirma que extinção da Secretaria da Mulher é retrocesso

O posicionamento da vereadora Olinda Fiorentin sobre o possível fechamento da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM) não é novo. Ainda no primeiro mandato, Olinda protagonizou na Câmara de Vereadores a defesa pela manutenção da pasta durante a gestão do ex-prefeito Lúcio de Marchi (PP). Recentemente através do Projeto de Lei 57/2021 encaminhado pelo prefeito Beto Lunitti (MDB) a SPM voltou ser ameaçada e pode ser extinta em Toledo.

Olinda Fiorentin usou a tribuna no mesmo dia em que o PL57/2021 entrou na Casa de Leis, no início de maio, para defender a permanência da SPM com status de secretaria e com ampliação dos programas que sirvam para fortalecer a rede de apoio para mulheres, em espacial nos casos de direitos infringidos. “Um dos principais pontos é a perda da visibilidade em um momento em que precisamos de ampliação e de políticas públicas mais fortes e especificas e que proporcione a transformação social e o traga o protagonismo das mulheres em todos os setores”, afirma.

“Não me conformo com mais essa tentativa de desconstrução da Secretaria de Políticas para Mulheres, parece que para os governos é um peso manter uma secretaria especializada em políticas para mulheres. No passado foi preciso muita luta para manter e desta vez não será diferente”, ressalta a vereadora Olinda Fiorentin.

Olinda Fiorentin pediu apoio aos demais vereadores para que a discussão ocorra de forma sensível e com muita responsabilidade. “Não é uma defesa apenas das mulheres, mas todos precisam atentar-se para o que essa mudança pode provocar na sociedade”, alerta.

A vereadora também conversou pessoalmente com o prefeito Beto Lunitti para que reveja seu posicionamento. Olinda também solicitou cópia da ata do Conselho Municipal Mulher que discutiu e aprovou a proposta do Executivo. Uma das justificativas foi a falta de dotação orçamentária da pasta, fato que a tornaria inviável.

REPRESENTATIVIDADE – Olinda lembrou que não é apenas o voto da mulher que precisa ser valorizado. “Vamos pegar como exemplo o quadro de servidores do nosso município em que 78,21% são mulheres. Sem contar outras áreas de nossa sociedade. Isso tudo reafirma a importância de manter e fortalecer a Secretaria”, afirma.

PROTEÇÃO E FORTALECIMENTO – Para a vereadora, apesar de ser o ponto mais crítico, o combate a violência não é o único fator que assusta e que exige politicas especializadas. “Nossa defesa é para que se execute políticas que permitam o desenvolvimento e a proteção das mulheres em todos os setores da nossa sociedade. Meu posicionamento não mudou e não vai mudar com relação a manutenção. Vou lutar com todas as minhas forças representando às mulheres que precisam destas políticas e de representatividade”, finaliza.

TOLEDO