Mais 70% das empresas de TI do Oeste do Paraná têm vagas de emprego em aberto

Enquanto muita gente busca por emprego, há setores com falta de mão de obra. Uma pesquisa feita pela Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação do Oeste do Paraná (Iguassu-IT), com empresas associadas, mostrou que há uma grande demanda por mão de obra qualificada na região.

Os índices apontam que 63% das empresas entrevistadas têm até cinco vagas de emprego abertas para desenvolvedores. Neste mesmo setor, somente 22% apontaram estar com a equipe completa e 11% das empresas disseram ter até dez vagas disponíveis.

Em outro setor dentro de tecnologia da informação, de analista de sistemas, 59,3% têm até cinco vagas abertas, enquanto 37% responderam que estão com as equipes preenchidas.

Quando a pergunta é sobre ‘outras vagas de trabalho em aberto na empresa’, 55,6% responderam que têm até cinco postos a serem preenchidos e, 18,5% disseram ter até dez vagas. Apenas 18,5% estão com o quadro de funcionários completo.

O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação (Assespro), no Paraná, Adriano Krzyuy, destaca que o Estado registra aumento nos postos de trabalho nos últimos anos, o que se mantém, mesmo com a pandemia da Covid-19.

Na região Oeste do Paraná, o potencial de crescimento empresarial, a alavancagem do setor pelo maior processo de digitalização, são fatores que geram ainda mais demanda por profissionais com formação adequada.

FORMAÇÃO – Complementarmente, formações de qualidade são oferecidas, segundo o coordenador do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, da Unipar em Toledo, Fernando Botelho. “Em 2005 o curso foi transformado em tecnólogo, antevendo a alta demanda por profissionais. Foi alinhada à formação ao mercado de trabalho, entregando egressos de qualidade em um menor tempo”, acrescenta.

Botelho ressalta que o processo seletivo está aberto e os cursos são adequados constantemente às necessidades para acompanhar as demandas do mercado empresarial e sua evolução. Além disso, também vale a pena investir em cursos de especialização e aperfeiçoamento.

A remuneração também é um destaque. “Desde a primeira série o acadêmico pode fazer estágio remunerado na área. Ao se formar a remuneração na área é boa, com possibilidade de desenvolver uma carreira promissora em curto espaço de tempo”, observa o professor.

A ampla gama de atuação faz com que o mercado de trabalho no setor seja bastante amplo. São desenvolvedores, testadores, analistas, profissionais da infraestrutura, implantadores, além de outros departamentos com vagas ociosas.

Da Redação