Oeste do Paraná pode elevar sua importância econômica através do turismo

A extensão territorial do Paraná ajudou o estado a formar várias grandes cidades dentro dos seus limites. Cada uma destas conta com origens diversas, desde uma relação forte com os nativos das terras antes da chegada dos portugueses ao Brasil, até a vinda de imigrantes de outros países da Europa ao território, que ajudam a explicar também a “razão de ser” das localidades em questão.

No caso do oeste do Paraná, não há de negar que a proximidade das cidades com as fronteiras entre Brasil, Paraguai e Argentina, assim como as riquezas naturais e um dos grandes patrimônios do mundo, as Cataratas de Iguaçu, dentro da região, determinaram em parte seu desenvolvimento. Hoje a cidade de Toledo é reconhecida por sua produtividade agrícola graças a um solo fértil, que ajuda a gerar grãos que servem tanto para abastecer a região quanto para ser exportado para o resto do continente. Enquanto que Cascavel, além de ser um polo agropecuário do país, é conhecida também por suas indústrias e por um setor terciário com foco em transportes, ajudando assim a carregar sua própria produção para outros cantos do planeta.

Ainda assim, é Foz do Iguaçu quem ganha maior destaque fora do Paraná por conta de sua vocação turística altamente motivada pelas Cataratas. Entretanto, essa é uma visão que “ignora” as várias e boas atividades que Toledo e Cascavel oferecem não só para seus habitantes, mas também para turistas em potencial.

Natureza, cultura e comida

A cidade de Toledo se inseriu na economia estadual e nacional graças ao agronegócio, tornando-se assim a “capital” do ramo dentro do estado do Paraná. Entretanto, Toledo é também uma cidade que conta com selos da EMBRATUR que destacam o potencial turístico da cidade. Neste âmbito o maior destaque fica para o Parque Ecológico Diva Paim Barth, com 215 mil metros quadrados de extensão. No parque encontram-se também o aquário municipal Dr. Romolo Martinelli, que mantém 60 espécies de peixes das bacias dos rios Amazonas, Iguaçu e Paraná; e o Parque das Aves, um jardim zoobotânico especializado em reabilitar e conservar espécies abandonadas ou que sofreram maus-tratos.

Enquanto isso a cidade de Cascavel, que já é base para algumas das maiores feiras do agronegócio do estado e do país, como o Show Pecuário e o Show Rural Coopavel, também se destaca pela sua oferta cultural. A Biblioteca Pública de Cascavel tem 48 anos, e possui em seu acervo mais de 40 mil livros dos mais diversos gêneros. E em 2015 foi inaugurado o moderníssimo Teatro Municipal, com um palco principal de 480 metros quadrados, e capacidade para receber 1368 pessoas.

Já Foz do Iguaçu, que tem no turismo uma das suas atividades econômicas principais, também se destaca pela gastronomia. O pirá de Foz é o prato típico da cidade, sendo preparado com o dourado nativo do rio Paraná ou com a tilápia que é facilmente encontrada Brasil afora. Além desse prato, Foz tem ficado conhecida pela comida libanesa graças aos imigrantes do país do Oriente Médio que oferecem a shawarma em seus restaurantes.

Diversões fronteiriças

Um dos grandes privilégios que os moradores das cidades no oeste do Paraná possuem é a facilidade de realizar visitas internacionais. No caso dos moradores de Foz do Iguaçu, bastam alguns minutos de carro para se fazer uma visita à cidade paraguaia de Ciudad del Este, ou à argentina Puerto Iguazú, para aproveitar as benesses que essas duas cidades oferecem.

O maior destaque da Ciudad del Este é o seu comércio de eletrônicos oferecidos em grandes negócios como o Shopping Paris e o Shopping del Este, que ficam bem próximos da Ponte da Amizade que une Brasil com Paraguai. A cidade também possui o museu El Mensú, um espaço que expõe artefatos dos antigos povos indígenas do Paraguai. Já em Puerto Iguazú, um dos grandes destaques é o Casino Iguazú e a possibilidade de se praticar várias modalidades de jogos como o “punto y banca”. Este é uma variável do bacará, jogo de cartas que pode ser encontrado em espaços online como a Betway Cassino, que também oferece na internet o bacará “high limit”, o bacará “gold” – com origem no estado da Califórnia, nos Estados Unidos – e o bacará com transmissão ao vivo. Outro ponto turístico notável da cidade é La Aripuca, uma réplica em grande escala da armadilha usada pelos índios guaranis para caçar vários animais de porte pequenos nas florestas. La Aripuca possui também lojas que vendem vários itens artesanais da região, alguns destes inspirados pelos índios que são antepassados de boa parte dos seus habitantes.

Vê-se assim o potencial imenso de exploração turística que uma viagem ao oeste do Paraná tem para um visitante. Além de poder visitar vários cantos das cidades da mesorregião paranaense, é possível ainda aproveitar o que as cidades vizinhas tem de melhor para oferecer aos seus frequentadores.

Potencial a ser explorado

Toledo e Cascavel já se encontram em uma posição econômica invejável graças à agropecuária, à indústria de transformação e também graças aos serviços. No caso do último, estes incluem nos últimos tempos não só o setor de transportes, mas também o setor educacional com universidades do resto do estado instalando campus em Toledo, Cascavel e adjacências, ao mesmo tempo que instituições da região expandem suas próprias fronteiras.

Mas o fato das cidades já terem essas vocações econômicas, não impede que elas também possam focar recursos em novas áreas com um potencial de ganho muito alto como o turismo. E percebe-se que há potencial tanto em Toledo quanto em Cascavel para que o turismo seja parte mais proeminente do ciclo econômico da região.

Todo investimento exige um sacrifício de tempo e de recursos para dar certo, e ambos precisam vir tanto da iniciativa pública quanto da iniciativa privada das duas cidades para que estes empreendimentos gerem os frutos esperados. Mas são sacrifícios que valerão a pena para o oeste paranaense do presente e do futuro, considerando os retornos de médio e de longo prazo que o turismo pode gerar nas localidades que investem nesse ramo.

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