Aïnouz em filme de época

O diretor Karim Aïnouz anunciou nesta quarta-feira, 7, a realização de seu primeiro filme em língua estrangeira. Firebrand, a cinebiografia de Catarina Parr (1512-1548), a sexta e última esposa de Henrique VIII, será estrelada por Michelle Williams e produzida por Gabrielle Tana e com roteiro das irmãs Henrietta e Jessica Ashworth.

O cineasta divulgou a notícia em Cannes, onde exibe pela primeira vez, nesta sexta, 9, seu mais recente longa, Marinheiro das Montanhas, selecionado como filme convidado da Sessão Especial no Festival de Cannes.

“Eu não poderia estar mais entusiasmado por levar às telonas a desconhecida biografia de Catarina Parr, uma mulher absurdamente brilhante que me inspira profundamente, cuja história tem sido quase invisível, no mínimo sub-representada, na história do Reino Unido”, disse Aïnouz, em um comunicado.

“Muito se sabe sobre o reinado tirânico de Henrique VIII e aqueles que morreram e sofreram por seus atos cruéis, mas meu foco aqui é em uma mulher que não somente conseguiu sobreviver, mas também resplandecer. É uma reinvenção de um filme de época, um thriller psicológico, uma história de intrigas, de ação e sobrevivência ambientado na corte dos Tudor. Ter a Michelle Williams, uma atriz sublime e de enorme talento, é a realização de um sonho.”

A equipe de produção contará ainda com a diretora de fotografia Hélène Louvart, que reedita a parceria com Karim iniciada no longa A Vida Invisível, a diretora de arte Maria Djurkovic, a figurinista Lisa Duncan e a produtora de elenco Nina Gold. “Vamos rodar o filme no início do ano que vem”, anuncia a produtora Gabrielle Tana.

Conto argentino

Já a produtora RT Features, de Rodrigo Teixeira, vai produzir As Coisas que Perdemos no Fogo, filme baseado em um conto da escritora argentina Mariana Enríquez. A direção será de Prano Bailey-Bond, nascida no País de Gales, que também vai escrever o roteiro ao lado de Anthony Fletcher.

O longa vai mostrar uma comunidade de mulheres que responde com ações mais extremas à violência masculina, em uma mistura de feminismo com elementos de horror. Trata-se de um comentário subversivo sobre o mito contemporâneo da beleza – uma visão sombria de uma sociedade na qual mulheres tomam o controle de sua imagem da maneira mais drástica imaginável.

“O conto é provocador e relevante, com uma feroz energia em seu coração”, disse Prano, por meio de um comunicado.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.