Brasil terá seleção de hackers para competir na primeira edição global do European Cyber Security Challenge

Pela primeira vez na história, o European Cyber Security Challenge, evento europeu anual que congrega jovens talentos de diversos países para competir e solucionar desafios de segurança cibernética, terá uma edição global – o International Cyber Security Challenge (ICSC). Para entrar na disputa, o Brasil é um dos únicos países do mundo que enviará um time independente da equipe que representará o continente. A disputa deve acontecer em meados de dezembro deste ano, em Atenas, na Grécia, e o time brasileiro competirá com seleções de todos os continentes do mundo.

Um dos escolhidos para retratar o Brasil no Comitê Diretivo do ICSC, o CEO da 4CyberSec e idealizador do Cyber Security Summit Brasil, Rafael Narezzi, será responsável pela seleção, convocação e treinamento da equipe brasileira. Segundo Narezzi, que é especialista e referência global em segurança cibernética, o país adquiriu o direito de um time exclusivo devido ao tamanho de sua nação.

“O Brasil possui grandes talentos na área da cibersegurança, que já participam em importantes competições globais e são muito bem treinados e qualificados. Estou muito feliz e orgulhoso em poder ser nomeado como membro do Comitê Diretivo e, com isso, ter a possibilidade formar um time para ser campeão nessa primeira competição internacional do ICSC”, comemora Rafael Narezzi.

O especialista que será responsável pelo time brasileiro revela ainda que deverá contar com a ajuda de outros experts para formar a equipe técnica, a qual terá a missão de montar a seleção brasileira de cibersegurança. 

Coordenado pela Agência da União Europeia para a Cibersegurança (ENISA), o evento tem como objetivo sensibilizar e conscientizar as comunidades mundiais sobre a educação e as habilidades necessárias na área de segurança cibernética.  Segundo o Oficial em Capacitação da ENISA, Dr. Ioannis Agrafiotis, espera-se que este primeiro Desafio Internacional de Segurança Cibernética dê um novo impulso a esforços semelhantes que ocorrem a nível nacional e regional em todo o mundo.

Em um cenário no qual – segundo uma pesquisa realizada pela Tempest Security Intelligence – cerca de 56,37% das empresas encontram-se vulneráveis em termos de segurança da informação e mais de 30% das organizações se consideram seguras mesmo estando abaixo das exigências do mercado, transformar o evento em uma competição de nível global deve incentivar a disseminação das práticas de segurança cibernética dentro das empresas. 

“A interação de várias equipes que organizam competições e ações semelhantes em todo o mundo facilitam a transferência das melhores práticas. Esperamos que o ICSC se torne uma das principais incubadoras de empreendedorismo em segurança cibernética e de futuros maiores especialistas em segurança do mundo”, comenta Agrafiotis.

A participação brasileira conta com o patrocínio institucional da Delegação da União Europeia no Brasil. Segundo o Ministro Conselheiro para o Mercado Digital, Carlos Oliveira, esta é uma oportunidade para reforçar a frutuosa cooperação entre União Europeia e o Brasil.

“A temática da transformação digital se estende a um vasto leque de áreas. Uma delas é o 5G e as suas aplicações na digitalização da indústria, agronegócio, nas cidades inteligentes, saúde e no governo digital. Esse tema inclui como pilar fundamental a segurança e a resiliência das redes de comunicação como infraestrutura fundamental da economia digital” – comenta Oliveira.

Composto por uma série de desafios em áreas como criptografia, engenharia reversa, desafios de hardware, perícia, salas de escape, aplicação da Web e exploração de sistemas, o ICSC ocorrerá entre os dias 7 e 11 de dezembro, em Atenas, na Grécia, país onde está baseada a ENISA, e receberá nove equipes de diferentes partes do globo.

Da Assessoria