Em nova websérie, Irmãos Ahimsa entrevistam nomes como Monja Coen, Jetsunma Tenzin Palmo, Professora Lúcia Helena, Bela Gil e Joan Halifax

Os Irmãos Ahimsa, Daniel e Julio Hey, lançam mais uma websérie no IGTV (@irmaosahimsa) sobre a busca por autoconhecimento e, desta vez, pelo olhar feminino. “Força Feminina”, produzida pela Café Royal, traz entrevistas com nomes mundiais, e explora temas atemporais que inspiram sabedoria para a vida. A cada dia, entra ao ar uma nova pílula de sabedoria, extraída de alguma das conversas que os irmãos tiveram com mulheres de diferentes panoramas culturais. A primeira é Jetsunma Tenzin Palmo, monja do budismo tibetano que viveu por mais de doze anos em retiro meditativo, em uma caverna na Índia, onde mais tarde fundou o monastério Dongyu Gatsal Ling, só para mulheres.

Entre as entrevistadas, estão: Joan Halifax, uma das pioneiras no trabalho compassivo com a morte e o morrer, que reúne mais de quatro décadas de experiência em práticas contemplativas e constante engajamento social; Tara Hyun-Kyung Chung, teóloga e responsável por pesquisas que incluem teologia ecofeminista e espiritualidades da Ásia, África e América Latina; Karina Garcia Ríos, xamã da comunidade Shipibo, na Amazônia Peruana; Amina Wadud, professora de estudos Islâmicos e a primeira mulher a liderar uma prece tradicionalmente realizada por homens; Sharon Salzberg, pioneira do mindfulness e da meditação nos EUA. 

Além disso, o projeto conta com as brasileiras: Monja Coen (monja, autora, palestrante),  Bela Gil (mestra em ciências gastronômicas pela UNISG e ativista da alimentação), Mãe Flávia Pinto (autora e líder espiritual umbandista) e Dra. Francis Paciornik (neurologista e psiquiatra junguiana.)

O projeto visa inspirar conversas e reflexões a partir da vivência de importantes figuras femininas: “Não consigo enxergar uma forma de cura em nossas sociedades, nosso planeta, e em nós mesmos, sem antes integrarmos, honrarmos e respeitarmos o feminino dentro e fora de nós. Feminino que há milhares de anos vem sendo sujeito a violências internas e externas, diante do patriarcado. Cada vez mais, o mundo tem se curado e se inspirado pela ação e presença de mulheres destemidas e inspiradoras. Este projeto é nossa tentativa de compartilhar visões e ensinamentos de algumas destas mulheres, com a esperança de que estas conversas encontrem solos férteis dentro de nós, florescendo em sabedoria, em ativismo não-violento, em compaixão.”, conta Daniel.

Para Julio Hey, entrevistar mulheres representa um desejo de aprendizado sobre um universo que foi oprimido e silenciado durante muito tempo: “Acredito que o primeiro passo para uma sociedade mais inclusiva e justa é reconhecer e identificar aquilo que por princípio humano não é correto. O patriarcado, o machismo estrutural em que fomos criados, nos ensinou comportamentos, hábitos e estereótipos que nos distanciaram da vida e de nós mesmos. Muitos dos problemas que estamos enfrentando hoje estão diretamente relacionados a um modo de enxergar o mundo pelas lentes de alguém que quer dominá-lo, conquistá-lo, subjugá-lo. E essa é uma visão oriunda do patriarcado, que acaba suprimindo e ferindo a natureza interna e externa. Acredito que estamos vivendo uma emergência. Tanto no sentido de algo urgente que pede ação e responsabilidade coletiva, quanto à emergência das mulheres que estão emergindo e revitalizando nossa capacidade humana de agir em defesa da vida.”

A dupla de documentaristas é também idealizadora do projeto “Samadhi Road” composto por um documentário premiado em Maio deste ano, no Illuminate Film Festival, no Arizona-EUA, e que terá lançamento no Brasil em breve; e websérie lançada em 2020 no instagram, com reflexões de grandes nomes como os ícones do jazz Sonny Rollins e Benny Golson, maestro João Carlos Martins, Gilberto Gil, e os estudiosos Amit Goswami (físico quântico), Agnes Heller (filósofa), Robert Thurman (professor de Budismo Tibetano e presidente da Tibet House U.S.), Kaz Tanahashi (mestre Zen e ativista da paz) e Mooji (professor espiritual jamaicano).

O selo “Irmãos Ahimsa” surgiu com o intuito de promover uma cultura de não-violência e autoconhecimento através do cinema: “O que é uma sociedade senão uma parte amplificada daquilo que somos? E como conseguiremos paz na sociedade se não aprendermos a trilhar caminhos de paz dentro de nós mesmos? O nosso trabalho é uma oferenda de ferramentas, muitas delas milenares, voltadas à pacificação das nossas mentes”, concluem os Irmãos.

Da Assessoria