Adoção responsável é essencial para a proteção dos animais

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De forma muitas vezes silenciosa e sem apoio suficiente, homens e mulheres dedicam tempo, recursos próprios e cuidado emocional para resgatar, tratar, alimentar e buscar um lar digno para animais abandonados ou vítimas de maus-tratos. O trabalho voluntário dos protetores de animais é um ato diário de empatia, responsabilidade e amor à vida.

Não é um trabalho fácil; algumas vezes é invisível. Demanda tempo, paciência, mas ver a transformação que causa na vida dos animais é gratificante. Mais do que acolher, os protetores assumem a missão de devolver dignidade e esperança a quem não tem voz, desempenhando um papel fundamental na proteção animal e na construção de uma sociedade mais consciente e solidária.

Esse trabalho de resgate de animais abandonados ou vítimas de maus-tratos acontece de forma individual e coletiva. Grupos de protetores organizam a dinâmica dos acolhimentos para atender a demanda local. Meraki é um desses grupos que funciona há mais de dez anos em Toledo. A palavra tem a origem grega e é frequentemente traduzida como a essência de fazer algo com amor, paixão e devoção. E isso representa exatamente o trabalho desses protetores.

Maria de Lourdes Barbosa da Silva Oliveira é uma das voluntárias do Grupo de Protetoras Meraki. Ela conta que cada protetora cuida de uma determinada quantidade de animais, de acordo com o espaço disponível em sua residência. Mas ainda não é suficiente. Todas as protetoras estão em situação de superlotação. Acolher um animal abandonado ou em situação de maus-tratos envolve uma rotina intensa e desafiadora.

“Além do acolhimento, somos responsáveis por alimentar, cuidar, levar ao veterinário e dar todo o suporte necessário aos animais, desde o controle de pulgas e carrapatos até atendimentos em clínicas veterinárias. Todos esses cuidados têm um custo alto, que muitas vezes sai do nosso próprio bolso, o que torna a situação bastante difícil”.

ATUAÇÃO – Em dez anos de trabalho, o grupo Meraki estima que mais de 500 animais foram resgatados e acolhidos pelos voluntários. Muitos foram doados, outros permanecem com as protetoras e alguns foram a óbito devido a problemas graves de saúde. Atualmente, cerca de 190 animais esperam um novo lar.

Enquanto isso, as protetoras mantém o trabalho por meio de doações. Outras ações complementam o orçamento destinado a causa com rifas, bazares e até a venda de objetos pessoais. “Muitas vezes vendemos coisas nossas, aquilo que temos de valor, além de pedir ajuda para pessoas próximas e divulgar campanhas nas redes sociais para conseguir apoio financeiro e doações”, complementa.

ADOÇÃO RESPONSÁVEL – A adoção de animais é um compromisso que vai muito além do gesto de acolher um pet. Envolve consciência, planejamento e responsabilidade, garantindo que o animal receba cuidados adequados, como alimentação, saúde, atenção e um ambiente seguro ao longo de toda a sua vida. É um ato de muita responsabilidade.

Maria de Lourdes explica que quem deseja adotar um animal segue um protocolo rigoroso para garantir que o animal tenha cuidado adequados. Questionário, vídeos do futuro lar do animal, fotos da adoção e termo de compromisso são passos importantes para a entrega do animal. “Após isso, acompanhamos o processo, pedindo fotos e informações, especialmente no caso de filhotes, para confirmar vacinação e adaptação. Normalmente, quando o adotante é responsável, ele mesmo envia notícias, fotos e vídeos espontaneamente, demonstrando cuidado e compromisso com o animal”.

Da Redação

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