Alimentação no verão exige atenção redobrada para manter saúde e disposição

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Com a chegada do verão e das altas temperaturas, o cuidado com a alimentação torna-se ainda mais importante. O calor intenso altera o funcionamento do organismo, aumenta a transpiração e favorece a perda de líquidos e sais minerais, o que pode resultar em desidratação, cansaço e mal-estar. Segundo a nutricionista Maira Lermen, ajustes simples na rotina alimentar fazem toda a diferença para atravessar a estação com mais saúde e energia.

De acordo com a profissional, o corpo passa a exigir uma reposição mais frequente de água e nutrientes. “As altas temperaturas aumentam a transpiração, fazendo com que o corpo perca mais líquidos e sais minerais, o que pode causar desidratação, cansaço, tonturas e mal-estar se essa reposição não for feita de forma adequada”, explica. Por isso, além da ingestão regular de água, a nutricionista destaca a importância de consumir alimentos que contribuam para a hidratação.

EXAGEROS – O verão costuma coincidir com festas de fim de ano e férias, períodos em que a rotina alimentar tende a se tornar mais flexível e, muitas vezes, desregrada. No consultório, Maira observa que os deslizes mais comuns estão relacionados ao excesso e à culpa. “Já que errei, vou errar tudo”, relata, citando uma frase recorrente entre os pacientes. Segundo ela, usar um episódio fora do planejamento como justificativa para exagerar ao longo do dia ou da semana acaba agravando ainda mais a situação.

PRINCIPAIS ERROS – Outro erro frequente é pular refeições na tentativa de compensar excessos. A nutricionista alerta que ficar muitas horas sem comer geralmente provoca o efeito contrário: mais fome e maior chance de exageros nas refeições seguintes. Além disso, o consumo elevado de alimentos ultraprocessados, como doces, frituras, bebidas açucaradas e álcool, aliado ao hábito de “beliscar” distraidamente em frente à TV ou ao celular, compromete a percepção da saciedade.

A baixa ingestão de água, frutas, verduras e legumes também é apontada como um problema comum nesta época, prejudicando a digestão, favorecendo o inchaço e dificultando o controle do apetite. “E por fim vem a culpa, o que transforma a alimentação em fonte de estresse, atrapalhando ainda mais a relação com a comida”, ressalta Maira.

ALIMENTOS INDICADOS – Para enfrentar o calor de forma mais equilibrada, a nutricionista recomenda priorizar alimentos leves, de fácil digestão e com alto teor de água. Entre as frutas, destacam-se melancia e melão, que auxiliam diretamente na hidratação, além de abacaxi, manga, maracujá e uva, ricos em fibras e antioxidantes.

Verduras e legumes também devem ocupar lugar de destaque no prato, especialmente pepino, alface, rúcula, agrião e tomate, que ajudam a refrescar as refeições. Abobrinha, berinjela e cenoura completam a lista, sendo esta última uma aliada da saúde da pele, frequentemente mais exposta ao sol durante o verão.

Outros alimentos recomendados incluem água de coco, ideal para reposição de líquidos, iogurte natural, que contribui para a digestão, e peixes, por serem fontes de proteína leve e de fácil absorção pelo organismo, explica Maira.

HIDRATAÇÃO – Entre as principais orientações, Maira enfatiza que “acima de tudo, hidrate-se muito”. Ela reforça que não se deve esperar sentir sede para beber água, mas manter uma ingestão frequente ao longo do dia. Ela também chama atenção para o cuidado com o armazenamento dos alimentos. Com as temperaturas elevadas, manter refeições devidamente refrigeradas é fundamental para evitar intoxicações alimentares.

Evitar pular refeições, optar por proteínas magras e priorizar pratos ricos em verduras, legumes e frutas são estratégias simples que ajudam a manter o equilíbrio alimentar mesmo nos dias mais quentes.

Cuidar da alimentação no verão vai além da estética. Segundo a nutricionista, essas escolhas impactam diretamente a hidratação, o bem-estar e a disposição. “No verão, cuidar da alimentação ajuda não apenas a manter o corpo hidratado e nutrido, mas também a preservar a saúde e enfrentar melhor as altas temperaturas”, conclui.

Da Redação

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