Após estruturação, Centro de Saúde Pública de Precisão começa estudos genéticos em 2024

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Formalizado no final de 2022 pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), o Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná) e o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), o Centro de Saúde Pública de Precisão (CSPP), instalado no Parque Tecnológico da Saúde, começou a ganhar corpo ao longo de 2023.

A unidade fará, a partir do segundo semestre de 2024, estudos genéticos que possam trazer respostas mais precisas no diagnóstico e tratamento de doenças, focando na necessidade de cada indivíduo. As três instituições trabalham em conjunto para a estruturação do centro.

O investimento do Tecpar totaliza mais de R$ 7 milhões, entre recursos próprios e do Fundo Paraná, além do apoio financeiro da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Desse montante, R$ 4,5 milhões foram investidos para a aquisição de equipamentos de TI para compor uma rede de computação de alto desempenho, que dará suporte aos trabalhos realizados na unidade. Outros R$ 990 mil foram destinados à compra de quatro equipamentos, alguns deles fundamentais para a automação dos processos e aumento da processividade, possibilitando resultados mais rápidos e precisos.

UNIÃO DE ESFORÇOS – O Tecpar, a Fiocruz e o IBMP iniciaram as tratativas para a implantação do Centro de Saúde Pública de Precisão visando o fornecimento de novas soluções ao Sistema Único de Saúde (SUS). Com a implantação do centro, especialistas das três instituições farão estudos da população com doenças raras e câncer, por meio do sequenciamento de exomas e genomas completos e pesquisa genômica.

Para o diretor-presidente do Tecpar, Celso Kloss, a plena operação do Centro de Saúde Pública de Precisão é um dos principais objetivos para o instituto no Plano de Governo do Governo do Estado. “Com o apoio do Governo do Estado, mais uma vez essas instituições, que são referência em saúde pública brasileira, se unem para apresentar novas soluções para o país. Ao concretizar iniciativas como essa, o Parque Tecnológico da Saúde coloca o Paraná na vanguarda na área de biotecnologia e em tecnologias para saúde humana”, ressaltou.

O coordenador do centro e pesquisador do ICC/ Fiocruz Paraná, Fabio Passetti, destacou a importância da união de esforços entre as instituições para criar uma instalação de ponta dedicada ao SUS, e, segundo ele, acessível a todos seus usuários a partir do pedido médico de hospitais parceiros.

“Queremos manter o Estado do Paraná na vanguarda do uso das tecnologias mais modernas disponíveis para atender aos pacientes do SUS. O nosso objetivo é estudar as bases genéticas de doenças raras e em oncologia para ajudar as famílias que não tenham o diagnóstico conclusivo de um membro da família. A primeira etapa da implantação do centro será finalizada no início de 2024 para podermos nos preparar para trabalhar na rotina de diagnóstico desses pacientes no menor tempo possível”, ressalta.

O diretor-presidente do IBMP, Pedro Ribeiro Barbosa, por sua vez, destacou que o centro é parte da estratégia que visa novas pesquisas, permitindo ao SUS incorporar a tecnologia do sequenciamento genético para trazer mais qualidade aos diagnósticos, e por consequência, indicar sempre os mais efetivos tratamentos.

“Estamos investindo em desafios para o cuidado de doenças que demandam novas tecnologias, ainda pouco acessíveis a maior parte da população, sobretudo pelos altos preços, e em geral, restritos ao mercado privado. Estamos falando de mais qualidade e mais acesso a população, fortalecendo o SUS”, afirmou.

SEQUENCIAMENTO GENÉTICO – O centro contará com uso de tecnologia de sequenciamento de DNA do tipo Next Generation Sequencing (NGS), além de outros testes moleculares adicionais que possam contribuir no futuro para o diagnóstico de precisão em saúde ofertado à população.

Quando o centro estiver em pleno funcionamento, amostras de material genético de pacientes atendidos nos centros de saúde pública de referência do Paraná serão sequenciadas e analisadas. Com isso, poderão ser identificadas alterações genéticas que estejam associadas aos sintomas, com objetivo de auxiliar no melhor entendimento das bases genéticas de doenças raras e do câncer que acometem pacientes paranaenses do SUS.

O diagnóstico preciso das doenças raras e dos cânceres pode impactar na abordagem clínica, bem-estar do paciente, prevenção de complicações com medidas antecipatórias, prognóstico e aconselhamento genético de indivíduos e suas famílias. Além do benefício para o indivíduo e seus familiares, os resultados possibilitam que o sistema público de saúde planeje melhor suas ações, como a aquisição de medicamentos específicos para as doenças levantadas, otimizando custos.

Da AEN

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