Toledo oferta atendimentos especiais para quem sofre de diabetes

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O Consórcio Intermunicipal de Saúde Costa Oeste do Paraná (Ciscopar) conta com os serviços do Modelo de Atenção às Condições Crônicas (Macc). Esse suporte ganhou melhores resultados quando os profissionais adotaram o sistema de telemonitoramento para quem sofre de diabetes.
Uma equipe de profissionais do Macc realiza o acompanhamento dos pacientes com diabetes de alto risco, com controle metabólico ruim e complicações crônicas. A coordenadora do Macc, Andressa Cristiane Ferreira dos Santos, e o médico endocrinologista do Macc, Felipe Rodrigues Dias, destacam a importância dos atendimentos prestados.
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Os profissionais destacam que acompanhamento multidisciplinar tem como objetivo principal o controle eficaz da glicemia e a prevenção de complicações, buscando a estabilização clínica do paciente e a melhoria de sua qualidade de vida.
“Um diferencial importante do Macc é a utilização do telemonitoramento, especialmente, para pacientes que fazem uso de insulina. Nesse modelo, o paciente realiza a monitorização das glicemias capilares em casa e envia os resultados diretamente à farmacêutica da linha de cuidados em diabetes por meio de mensagens”, explicam.
Com base nesses dados, a farmacêutica e o endocrinologista avaliam cada caso individualmente. “Quando necessário, eles realizam ajustes rápidos e seguros na prescrição. Essa abordagem possibilita intervenções clínicas ágeis, aprimora o controle da doença e aumenta a segurança e a qualidade do cuidado oferecido”, apontam.
Em 2024, o Macc prestou 4.494 atendimentos – o sistema não aponta o número de pacientes, mas sim de atendimentos realizados. “Desses 4494 temos os retornos, ou seja, o mesmo paciente pode ter sido atendido mais de uma vez. Já em relação ao telemonitoramento, no ano passado, tivemos 91 pacientes acompanhando, 46,4% já tiveram melhora no controle glicêmico”, comemoram.
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SUPORTE QUE AJUDA A SALVAR VIDAS – O Macc oferece um suporte multidisciplinar a pacientes com diabetes classificados como alto risco. O atendimento é realizado por uma equipe composta por médico endocrinologista, enfermeira, nutricionista, psicólogo e, quando necessário, outros profissionais como farmacêutico e fisioterapeuta,
O objetivo dos atendimentos é garantir um cuidado personalizado e abrangente. Além disso, são realizadas ações contínuas de educação em saúde, com foco na promoção da autonomia e do autocuidado do paciente.
CONSCIENTIZAÇÃO – Com o intuito de promover a conscientização em relação aos cuidados com a saúde, riscos e tratamento da doença, o Macc realiza apoio matricial às Unidades Básicas de Saúde dos municípios consorciados, promovendo capacitação e suporte técnico às equipes locais. Também são organizadas rodas de conversa para pacientes e familiares, com o objetivo de fortalecer o conhecimento sobre a doença e incentivar o autocuidado.
“Além disso, oferecemos orientações nutricionais específicas, esclarecimentos sobre o uso correto da insulina e informações importantes para a prevenção de complicações comuns, como hipoglicemia, feridas e pé diabético. O Macc também participa ativamente de eventos realizados pela 20ª Regional de Saúde e pelos municípios do consórcio, ampliando a divulgação de informações e fortalecendo a rede de atenção à saúde”, destacam os profissionais.
ENCAMINHAMENTO – O acesso ao Macc ocorre por meio do compartilhamento de pacientes classificados como alto risco pela Atenção Primária à Saúde. Isso acontece quando, após o início do acompanhamento na Unidade de Saúde, o paciente apresenta agravamento do quadro clínico, maior complexidade, dificuldades de adesão ao tratamento ou não estabiliza com as condutas realizadas.
Nesses casos, a equipe da Atenção Primária faz a estratificação de risco e, se identificado como alto risco, o paciente pode ser encaminhado ao Macc, onde o cuidado será compartilhado até que haja melhora e estabilização do quadro.
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“O diabetes é uma condição que, embora crônica, pode ser controlada. Com acompanhamento médico, alimentação saudável, atividade física e uso correto dos medicamentos. A pessoa com diabetes pode ter uma vida longa e com qualidade, evitando complicações”, destacam os profissionais ao reforçarem a necessidade de cuidar da saúde.
Da Redação
TOLEDO