Capital social é a base da participação e do crescimento nas cooperativas de crédito
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Para participar de uma cooperativa de crédito, todo associado precisa aportar capital social, um investimento que não só garante sua participação como dono, mas também fortalece a cooperativa e beneficia a comunidade. É o que explica o superintendente da Cresol Integração, Cleiton Staats. “Todo associado de uma cooperativa participa dela através do capital social. É um recurso que ele aporta na cooperativa, e sempre que ela tem resultado financeiro positivo, ela faz uma remuneração desse dinheiro que ficou integralizado”.
O capital social não é apenas um requisito formal: ele constrói patrimônio ao longo da vida do associado. Staats detalha que “é uma forma de diversificar o patrimônio que você vai construindo ao longo da vida. Pode ser um imóvel, um ativo financeiro, e o capital social é uma dessas formas. Não é necessário aportar um grande valor, o ideal é contribuir um pouco de cada vez, de forma planejada, para usufruir no futuro”.
CRÉDITO – Além do crescimento patrimonial pessoal, o capital social permite que a cooperativa ofereça crédito facilitado para os associados que confiam no empreendimento. Quando você aporta capital social, você está confiando na cooperativa, acreditando que ela é sólida, robusta e vai prosperar. “É justo criar modalidades de crédito que facilitem esse associado, inclusive com recursos subsidiados pelo governo, oferecendo condições de taxas e custos mais favoráveis”.
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O capital social também gera benefícios para a comunidade, pois os recursos permanecem localmente. Segundo o superintendente, são recursos que estão disponíveis para re-emprestar aos associados, financiar empreendimentos, capital de giro, compra de veículos ou outros investimentos. Tudo isso movimenta a economia da região e fortalece a cooperativa.
Outro ponto destacado por Staats é a remuneração do capital social. “Todos os anos há juros sobre o valor capitalizado. Esse juro é incorporado ao patrimônio do cooperado, que vai se construindo ao longo da vida. Lá na frente, ele terá o montante que aportou, mais todos os juros acumulados, podendo resgatar de forma planejada, principalmente para complementar a aposentadoria”, explica.
Além dos juros, as cooperativas realizam a distribuição das chamadas sobras. É como se fosse o lucro de uma empresa, onde as sobras são discutidas e aprovadas em assembleia, e depois distribuídas aos cooperados, reforçando o ciclo de participação e retorno financeiro.
No aspecto democrático, cada cooperado é dono de uma parte da cooperativa, independente do valor aportado, e possui um voto nas decisões. “Isso garante que todos participem de maneira igualitária, decidindo coletivamente os rumos da cooperativa”, completa o superintendente.
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Com mais de 23 mil associados, a Cresol Integração mostra como o capital social é essencial para a sustentabilidade das cooperativas, permitindo que os associados construam patrimônio de forma planejada, fortaleçam a cooperativa e contribuam para o desenvolvimento econômico da comunidade. Como resume Staats “é um benefício para o cooperado, e, de quebra, ele ajuda a cooperativa da qual faz parte a construir a própria caminhada”.
Da Redação
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