Ciência e fé não podem ser associadas?

Muitos dos cientistas que hoje percorrem os corredores das universidades e laboratórios onde realizam seus experimentos responderiam rapidamente ‘SIM’ a essa questão. Contudo basta uma pequena análise de suas cosmovisões para entender a qual fé eles se referem. Todavia, eles mesmos também realizam muitos de seus testes baseados em suas ‘pressuposições’ que não poderia ser definido de outra forma a não ser ‘fé’.

Atualmente é comum a compreensão de que a ciência seja vista como a verdadeira fonte do conhecimento e a fé, no caso ela venha ser levada em consideração, algo que servirá simplesmente para compreensão espiritual. Obviamente até entendo o porquê de muitos pensarem assim, pois aceitar o sobrenatural como uma possibilidade em suas ponderações implicaria a mudança total no modo de ver as coisas. Ou seja, abandonar a concepção que tudo surgiu através de processos lentos, gradativos e naturais para aceitar que existe um Designer Inteligente.

Com certeza, não conseguir colocar debaixo das lentes dos microscópios esse Ser pode ser desconfortante para a comunidade científica. Porém excluir definitivamente a possibilidade como se houvesse um teste capaz de provar a sua ‘Não Existência’ não me parece nenhum um pouco alinhado com o método científico. Afinal de contas, como a ciência poderá um dia encontrá-Lo se Ele já foi excluído de antemão do repertório de explicações.   

 Albert Einstein mesmo disse: “A ciência sem a religião é aleijada, a religião sem a ciência é cega.” E se analisarmos atentamente, as maiores contribuições que mundo científico obteve nos últimos séculos, foram de grandes mentes que não tinham nenhum problema em trabalhar os dois conceitos simultaneamente.

Só para mencionar alguns exemplos temos Francis Bacon (1561-1626) que foi quem estipulou os passos do método científico. Galileu Galilei (1564-1642) que é reconhecidamente o pai da ciência moderna. Em relação a esse último, vale ressaltar que o conflito que ele teve com a Igreja no fim do século XVI nada teve a ver entre ciência e religião, mas sim como alguns religiosos interpretavam os dados científicos.

Galileu defendia a teoria heliocêntrica desenvolvida por Nicolau Copérnico (que entre outras coisas era cónego da Igreja Católica) ao invés da concepção geocêntrica sustentada por Ptolomeu desde o segundo século da nossa era. Com certeza, essa foi uma das grandes rupturas de paradigmas dentro do conhecimento científico e que imagino com implicações no âmbito religioso, mas que não faziam de Galileu um herege por tornar públicas suas crenças, estudos e teorias.

Podemos mencionar aqui também Johannes Kepler (1571-1630), teólogo luterano que descobriu através do método empírico as leis que regulam os movimentos dos planetas. Isaac Newton (1642-1726) que também era teólogo, e além de todas as suas extraordinárias contribuições para a matemática, física e astronomia também escreveu sobre profecias bíblicas de Daniel e Apocalipse.

O próprio Newton considerava a mecânica celeste como sendo governada pela gravitação universal e por Deus. Após anos de estudos, em diversos âmbitos do conhecimento humano ele afirmou: “A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha última e mais elevada descoberta.”

Louis Pauster, Robert Boyle, Blaise Pascal, Carlos Lineu, Michael Faraday, Lord Kelvin, Gregor Mendel, etc. A lista é enorme e certamente nos faltaria espaço para mencionar os nomes dos gigantes da ciência que não tinham medo da palavra fé. O que me surpreende é que nos últimos 200 anos, muitos dos ditos grandes cientistas, execrem homens e mulheres que buscam fazer igual aos pioneiros da ciência.  

A boa notícia é que essa atitude não é sustentada por todos os cientistas. Espero que em pouco tempo haja outra ruptura de paradigma e que possamos assim trazer de fato ‘todas’ as evidências para análise. Afinal de contas, essa é a função da verdadeira ciência, investigar as diversas possibilidades e não temer as respostas encontradas.

Ao meu ver não há (ou pelo menos não deveria haver) nenhuma dicotomia entre a ciência e fé. Mesmo porque se partimos da concepção de um Deus conforme é descrito na Bíblia, encontraremos uma divindade de causa e efeito e que age com lógica, e isso se encaixa muito bem dentro da ciência.

Prof. Joel Soriano Muniz

GCT (Grupo Criacionista de Toledo)

NUVEL (Núcleo Criacionista de Cascavel)

SCB (Sociedade Criacionista Brasileira)

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