Parceria Universidade – Empresa

Que me perdoem os radicais e fundamentalistas, mas eu sou a favor da parceria Universidade-Empresa ou Universidade-Organizações. Eu acredito na criação de emprego e renda, por meio da cooperação técnica entre as Universidades e as organizações privadas ou públicas. Acredito também que esse é um dos caminho para avançarmos no progresso e no desenvolvimento econômico. E exemplos que a parceria Universidade – Empresa funciona não faltam. Vou citar alguns: o desenvolvimento de novas tecnologias na área de Biogás, que foi implementada entre a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste)/Campus de Toledo e uma empresa local, colocou o município de Toledo como referência na geração de energia advinda do uso da biomassa. Além da biomassa, a cooperação entre uma empresa regional e pesquisadores da Unioeste criou o primeiro protótipo estadual de uma telha de energia fotovoltaica. Se os resultados forem positivos, em breve esse produto estará no mercado marcando uma tecnologia 100% nacional.

Em Toledo, a carta patente emitida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), reconhecendo uma inovação na área de tratamento de efluentes industriais, fruto de uma parceria entre a Unioeste e uma empresa local de nutrição animal será um marco no tratamento eficiente de resíduos industriais, ampliando a competitividade ambiental das empresas que atuam no comércio exterior. Outro exemplo são os produtos para tratamento de queimados e queimaduras, que está sendo desenvolvido por pesquisadores e empresas da área de saúde. Além desses exemplos, muitos outros que saíram de parcerias capitaneadas pelo Grupo de Pesquisas em Inovações Tecnológicas para o Desenvolvimento Territorial (GP-Inova) ou pelo Núcleo de Desenvolvimento Regional (NDR) da Unioeste/Toledo, demonstram o quanto se pode ganhar com o diálogo entre pesquisadores e produtores, entre Universidade e organizações da sociedade civil.

Mas a inovação não reside apenas em criar novos produtos e coloca-los no mercado. A inovação pode se configurar na melhoria de processos, em fazer diferente e com mais competitividade o que vinha se fazendo de modo tradicional. Nesse sentido, a academia tem muito a contribuir com a iniciativa privada. O resultado é um processo em que ambos saem ganhando: as empresas melhoram sua inserção no mercado, garantindo a sobrevivência do negócio e a criação de empregos; a Universidade fortalece seu papel social e de resposta às demandas da comunidade, além de conseguir novas fontes de renda diminuindo sua dependência do dinheiro público; a comunidade ganha, por ter novas oportunidades de trabalho e formação profissional; e os discentes ganham com a inserção no mercado de trabalho.

Atualmente, grupos de pesquisa da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste)/ Campus de Toledo tem sido referência no diálogo com as mais diversas organizações da sociedade civil. Além disso, a vitrine tecnológica (https://www.unioeste.br/portal/ciencia-e-inovacao/nit/vitrine-tecnologica/patentes) disponibiliza aos empreendedores várias tecnologias que podem ser colocadas no mercado ou reforçar a estrutura produtiva das empresas. Muito mais pode ser feito, basta ampliar o diálogo e vencer as barreiras entre a cooperação Universidade-Empresa.

Jandir Ferrera de Lima é professor e pesquisador da Unioeste. E-mail: [email protected]

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