Coluna do Editor 09/06/2020

Movimento

Confesso que fiquei impressionado com o movimento no Centro de Toledo na manhã do último sábado, dia que escolhi para fazer tudo que preciso, principalmente ir ao supermercado. Em algumas lojas havia fila para entrar. Dois fatos me chamaram a atenção: a quantidade de pessoas sem máscaras e a ausência quase completa dos agentes de fiscalização.

 

Lei

Sobre a questão das máscaras, há uma lei estadual obrigando o uso de máscaras em todo o Paraná, inclusive com previsão de multa e, infelizmente, enquanto o poder público não começar a agir neste sentido, as pessoas seguirão agindo de maneira irresponsável.

 

Fiscalização

Sobre a ausência dos agentes de fiscalização, é necessário que Polícia e Guarda Municipal vão às ruas justamente para observar a lei e não se esconderem atrás da comodidade.

 

Denúncias

Tenho recebido várias reclamações de pessoas que até tentam denunciar quem tem desrespeitado as regras para evitar aglomerações e têm promovido verdadeiros eventos sociais. Mas essas pessoas estão desistindo porque, quando ligam para os canais oficiais, infelizmente recebem como resposta não ser possível fazer nada.

 

Exemplo

Mais triste ainda é observar quem deveria dar o bom exemplo desrespeitando as regras mais básicas.

 

Toque de recolher

Haja vista a pressão para manter tudo funcionando, então que se utilize o toque de recolher. Uma sugestão seria, a partir das 20 horas, fechar tudo e quem estiver na rua ser devidamente punido.

 

Fechar

Outra coisa: aumentar a fiscalização e fechar parque e praças. Mas não fechar para o acesso de veículos e sim proibir o acesso das pessoas. Não é hora de fazer caminhadas, passear com o cachorrinho, jogar vôlei ou futebol. É hora de ficar em casa ou ir para casa depois do trabalho.

 

Pandemia

A sessão de Câmara de Toledo nesta segunda-feira (8), debateu a escalada de casos da pandemia da Covid-19 em Toledo e na macrorregião Oeste do Paraná, que envolve os municípios de Cascavel e Foz do Iguaçu. Os vereadores Ademar Dorfschmidt e Janice Salvador, que integram o COE, abordaram o crescimento dos casos da pandemia e comentaram que medidas mais duras serão tomadas para enfrentar o novo cenário regional, com crescimento de casos e falta de leitos de UTI.

 

Consciência

A vereadora Janice Salvador disse que no COE a semana passada foi bastante longa e de muito trabalho tentando lidar com a situação da pandemia, com seus integrantes pressionados por todo o comércio, pela sociedade, segmentos e instituições, entre outros. A vereadora ressaltou o movimento no Centro de Toledo no sábado, com pessoas para cima e para baixo, como se nada estivesse acontecendo, afirmando que infelizmente se a população não se conscientizar será necessário agir.

 

Pico

Ademar Dorfschmidt disse que chegou o momento de tomar algumas decisões bastante importantes dentro daquele conselho. O vereador também comentou que algumas pessoas em rede social insistem em negar a pandemia ou alegar que “ainda temos vaga em UTI, como se a gente não soubesse a realidade” da oferta de leitos em Toledo e região. Ademar relatou que no domingo uma paciente entubada foi levada de Toledo para Foz, surgindo uma vaga, “mas a realidade é que estamos no pico da pandemia no Oeste do Paraná”.

 

Ao vivo

A pandemia do novo coronavírus acelerou processos e mudanças. Vamos viver um “novo normal”. Grandes transformações estão acontecendo. Neste cenário, pessoas e negócios precisam se reinventar. Para falar sobre o assunto a Acit realizará uma transmissão ao vivo nesta terça-feira (9), com a participação do cantor, empresário, escritor e palestrante Léo Chaves. A transmissão será ao vivo nas redes sociais da Acit no Facebook e Instagram, e ainda no canal do Youtube, às 19 horas.

 

Liberado

O presidente da Associação Médica de Cascavel, Jorge Luiz dos Santos, e o vice, Márcio Eduardo Ouriques Couto, deram parecer positivo para o uso da hidroxicloroquina, azitromicina e zinco já nos primeiros quatro dias dos sintomas da Covid-19. Para eles a possibilidade de novo fechamento do comércio em Cascavel, além do aumento do número de casos da doença, é justificativa mais que suficiente para a medida.

 

Colapso

Outra preocupação dos médicos é de um eventual colapso no sistema de saúde público em Cascavel, caso o número de casos do novo coronavírus siga evoluindo da forma como se encontra hoje. “Sugerimos que pelo menos os pacientes acima de 50 anos e todos aqueles que tiverem alguma comorbidade, indiferente da idade, devam fazer uso desse protocolo e, nos demais casos, fica a critério de cada profissional, com a anuência do paciente”, apontam os dirigentes da Associação Médica de Cascavel.

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