Dezembro Vermelho

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A data de 1º de dezembro é o Dia Mundial de Luta contra a Aids. A data maraca o início da campanha nacional Dezembro Vermelho, de mobilização contra o vírus HIV e outras IST (infecções sexualmente transmissíveis). Diversas ações de conscientização e combate acontece em todo o país.

No Paraná, as secretarias municipais e o Programa de DST/Aids da Secretaria Estadual prepararam uma extensa programação para marcar a data em todo o Estado. Conforme a Sesa, as Regionais de Saúde estão acompanhando o desenvolvimento das ações de prevenção junto aos municípios, com diversas pautas e ações.

Em Toledo, o início da campanha será marcado por uma aula aberta para os estudantes dos cursos de saúde. A iniciativa é uma ação do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA/SAE) do Consórcio Intermunicipal de Saúde Costa Oeste do Paraná (Ciscopar).

Na área de abrangência da 20ª Regional de Saúde, o CTA/SAE é o serviço de referência no atendimento dos agravos de infectologia – HIV/AIDS, tuberculose droga resistente, hepatites virias B e C, hanseníase, Infecções Sexualmente Transmissíveis e outras doenças infectocontagiosas. A porta de entrada do pacientes é a Atenção Primária em Saúde, mas após diagnóstico positivo é o CTA/SAE que presta o suporte necessário ao paciente.

Os casos positivos só aumentam. Atualmente, o CTA/SAE tem 1.222 pacientes cadastrados, sendo que 614 tem o município de Toledo como residência. No ano de 2021, foram 135 novos pacientes para acompanhamento (122 destes, novos diagnósticos). Já no ano passado o CTA/SAE registrou 156 novos pacientes para acompanhamento (106 destes, novos diagnósticos). Neste ano, de janeiro até o dia 30 de novembro, foram 127 novos diagnósticos – somados a 18 pacientes recebidos de outras localidades –  totalizando 145 pacientes que iniciaram acompanhamento no CTA/SAE em 2023.

O próprio Ministério da Saúde afirma que ‘para cada pessoa que recebe o diagnóstico de HIV, existem outras três pessoas que também vivem com o vírus mas ainda não sabem’. Ou seja, o número é muito maior do que estes apresentados.

Receber o diagnóstico; aceitar; fazer o tratamento e ter qualidade de vida envolvem os desafios dos pacientes. O diagnóstico, ainda pode ser visto, como uma sentença de morte, mas é importante lembrar que não estamos na década de 80. Quem convive com a doença passa por todos os ciclos e precisa de uma rede de apoio para não desistir e não fraquejar. Essa rede envolve o suporte clínico, psicológico e familiar. Os serviços de saúde se empenham em desenvolver ações para conscientização, porém ainda é preciso avançar mais.

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