Distorções ideológicas

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O Estado do Paraná começará a viver, a partir desta semana, mais momento de tensão e gritaria por causa de um projeto envolvendo o setor da Educação. O grito estridente da vez atende pelo projeto que o governador Carlos Massa Ratinho Junior encaminhou à Assembleia Legislativa do Paraná para repassar à iniciativa privada a manutenção de alguns setores em determinadas escolas públicas. A escolha dessas escolas aconteceu com base no resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e levou em conta aquelas que tiveram os piores desempenhos.

Setores ligados a vários sindicatos começaram a fazer reuniões e disparar mensagens criticando o projeto que estava para ser lido na pauta desta segunda-feira (27) na Alep. Muitos sequer leram a minuta do projeto para sair por aí falando se será ou não positivo para a melhoria da Educação no Paraná. Ao contrário daquilo que vem sendo pregado com distorções meramente ideológicas, o projeto não prevê a privatização das escolas públicas estaduais no Paraná, mas sim a formação de uma espécie de parceria entre a iniciativa privada e o setor público que não tem mais condições de manter determinados serviços justamente porque benesses acumuladas por várias categorias vêm pesando no orçamento.

O processo será muito semelhante ao da escolha das escolas cívico-militares, igualmente criticada, mas que vem demonstrando bons resultados onde foi implantada. Caberá à comunidade escolar decidir se quer ou não o apoio da iniciativa privada. Não se falou em demissões, perda de direitos ou qualquer outra coisa que retire da categoria de professores ou servidores públicos quaisquer direitos, mesmo que os resultados dessas escolas estejam aquém do mínimo esperado para um estado onde se prega tanto desenvolvimento e capacidade.

Essa mudança de pensamento precisa chegar o quanto antes ao país como um todo e não apenas ao Paraná, até porque no mundo inteiro é cada vez maior a colaboração entre setores público e privado pensando no desenvolvimento pleno e não apenas em interesses muito particulares e nem sempre pensados no bem-estar coletivo.

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